17
Out
09

Shut the fuck up and listen – the empire strikes back

Estive nestas últimas semanas muito lisérgico. Mas tão leve…

17
Out
09

A pura poesia baiana 2

Enquanto eu trabalhava no escritório, trocaram a música, de um soft rock aceitável para o novo hit do momento. “Mas é sexta-feira, Yuzinho… botei isso pra animar a nossa tarde…”. Isso só me deu no final do dia uma puta dor de cabeça. Porém também me deu vontade de compreender esta merda em forma de notas musicais. Afinal, se você vive neste planeta e que não vive isolado nas montanhas do Suriname, deve já ter ouvido a “Dança do Ice”.

Esta música criada inicialmente com o intuito cômico, acabou virando febre entre as bandas de todo brazil varonil. A “banda”, se é que ela pode ser qualificada como tal, é a Cangaia de Jegue. E eu dou um doce para quem adivinhar de onde veio esta banda.

Sim, caros leitores assíduos. Esta banda é BAIANA! Nem preciso dizer por quais motivos ou simplesmente odeio a “zoada” que vem de lá. Ainda chegará o dia que Caetano, Gil, Bethania e cia. virão em cavalos alados empunhando espadas para acabar com esta putaria que é a música baiana[/LSD]. Pelo menos até alguém de lá descobrir o reggaeton e trazer pra cá.

[momento sério ON]

Enquanto este país não cuidar da educação de seus habitantes, eles somete agirão como animais, seguindo apenas seus instintos. Temor a coisas que não veem mas sempre vem algum espertinho dizer que eles existem e que irão punir se não creem nele; comerem todo tipo de porcaria em forma de comida sem a preocupação com a saúde e, por fim, procurando o sexo como escape, vendo que o bom é sempre quando o negócio termina no tradicional “vuco-vuco”. Como diz o último verso de “Under Pressure” da banda britânica Queen: “this is ourselves”.

[momento sério OFF]

Voltando ao assunto, eu vou tentar analisar da maneira mais pitoresca e politicamente incorreta esta letra. Esta que é uma versão de um hit das academias e pistas de dança do mundo (pelo menos até a semana que vem, talvez duas) “Rise Up” do Dj Yves Larock. Aliás, quando irão acabar de fazer versões de músicas de artistas internacionais? Falta de criatividade ou é preguiça? Ou são as duas juntas?

Enfim… Vamos à letra:

Gatinha, “cê” gosta mais, de Red Label ou Ice?

Aquele cara que se acha descolado, que anda na sua Hilux com o som na última altura e com aquela famosa pose de um autêntico forrozeiro playboy cearense, chega para aquela menina simpática e, em vez de ter uma conversa legal para se conhecerem e amansarem os gênios de cada um, vai logo mostrando que tá disposto a oferecer álcool a qualquer custo.

E as opções são restritas: o (Johnnie Walker) Red Label, que já foi um uísque considerado de luxo, daqueles que você dava de presente para o seu melhor amigo ou o seu chefe, mas que hoje é vendido em qualquer supermercado a preços módicos. Se quer dar um uísque luxuoso, saque 400 dinheiros e compre um Blue Label.

A outra opção é o Ice. Criada pela Smirnoff e rapidamente copiada por inúmeras destilarias, é a porta de entrada dos adolescentes no mundo zonzo e sem foco do álcool. É bem fraquinha e tem gosto de Sprite. Eu comecei por aí, mas logo eu tomei vergonha de mim e fui pra cerveja, de onde não saio nunca mais.

E se a mina for esperta, ela pode explorar o cara e pedir o que as mulheres realmente querem:

TEQUILA, CARAJO!!!

Pra mim tanto faz ou Red Label ou Ice

Ele, na verdade, tá pouco se fodendo para os sentimentos da garota e quer mesmo ver ela completamente bêbada, e louca. Assim fica mais fácil levar a vaquinha pro matadouro.

Ice, Ice, Ice, Ice, Ice… (repete inúmeras vezes)

Agora repete várias vezes o ‘Ice’ e faz aquele gesto bem sensual e apelativo. É isso que a galera gosta.” Deveria ter dito o produtor para a banda sobre a idéia de um refrão.

Uma ice só não vai embreagar ninguém

Isso soa como óbvio. Uma garrafinha de Ice é muito fraco, não dá nem pra embriagar uma criança com aquilo. Talvez seja essa a desvantagem que ela leva em relação a outra bebida sensação do momento, a Jurubeba. Uma bebida de gostinho doce e aparentemente fraco, mas que depois de umas doses causa uma devastação na sua cabeça. Mas se quiser ficar bêbado de verdade, vá na vodka. E pura.

Vem dançar forró e a dança do ice também

Er… Não, obrigado.

Elas gostam mais de ice because whisky elas caem

Agora é a parte mais engraçada de todas: Elas gostam mais de Ice BECAUSE… Você, leitor criado a leite com pêra, poderia achar que este cantor cantaria falando esta palavra tal qual as normas britânicas regentes?

MAS É CLARO QUE NÃO! Por que isto é brazil, porra! Ele fala literalmente a palavra ipsis litteris, ou seja, assim como tá escrito; É isso mesmo: Elas gostam de Ice /bicause/ whisky elas caem.

E como nós homens somos bobos. Uísque não derruba nenhuma menina (a não ser que misture com outras coisas), afinal, sábios são os mexicanos que sabem que é capaz de derrubar mulher é…

… TEQUILA, CARAJO!!!

Ice, Ice, Ice, Ice… (e volta pro início da canção)

Depois desta análise, vou me purificar com uma dose suave do velho e bom rock clássico. Estes sucessos só duram uma temporada. O rock é para sempre.

Ah… e não vou esquecer de tomar uma Heineken geladinha. Ice é coisa de quem move marcha com os quadris. E só me chamem pra tomar uísque se for Jack Daniels e tiver uma roda de pôker junto.

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Desculpem a todos que sentem falta dos meus posts (sentem falta mesmo?). Estou cheio de compromissos e trabalhos. Mas se gostam mesmo do que eu escrevo aqui, sigam-me no meu twitter – que está aí na barra lateral, mas se tiver preguiça, vá para twitter.com/pioresdomundo.

Um dia eu volto. E lembre-se: Se beber, tome um Engov (você vai dirigir de qualquer maneira mesmo).

25
Ago
09

The Return of the Son of the Shut the fuck up and listen

você acha que música é aquela que diz que a melhor é “red label ou ice”? ou aquela que tá sem calcinha?

você, seu energúmeno, imbecil, idiota, tapado, mongolóide, escroto, leite-com-pêra, filho da puta e presidente do senado federal, NÃO SABE DE NADA!

já ouviram a sua dose de beatles hoje?

25
Jul
09

Quando dois mundos se colidem

Todo mundo aqui tá cansado de saber qual é a minha preferência musical e das coisas que ela implica. E apenas o fato de gostar de um tipo de música me garante, de maneira pejorativa, ou não, a alcunha de “metaleiro”. E isto se complica por que os metaleiros são minoria em uma terra que o mais importante ir pro forró ou pra micareta, beber até cair – e depois levantar -  e ir, mais tarde, para o ‘vuco-vuco’, também conhecida como ‘trepada em motel barato’. Mas quando há, em algum momento, pelo motivo mais variado, uma união de seres de facções diferentes, de sub-culturas diferentes?

O título deste post diz tudo: “Quando dois mundos se colidem” (When two worlds collide, uma música do Iron Maiden – do pior disco deles, mas é do Iron) ilustram bem uma situação que estou vivendo nos últimos tempos. Sou um exemplo de um mundo dito por tantos como “negro”, os dos metaleiros, que, segundo os mais retardados ortodoxos, ficam doidos de tanto “banguear” a cabeça, cantam músicas satânicas e sacrificam meninas virgens jogando RPG. O que é uma grande mentira, já que eu não faço nada disso – exceto a parte de headbang, por que às vezes me dá uma puta tontura – nem sou um black-metal norueguês que queima igrejas. Eu me visto com roupas normais, apesar que o preto é uma preferência mas tenho outras cores disponíveis, escuto outros tipos de música – erudita, pop-rock, até umas de dance são tragáveis – e frequento locais considerados “celeiros de acéfalos”, também conhecidos como academias de ginástica. E nem fumo e nem uso drogas, como muitos acham ou desconfiam.

Não estou interessado em comprar o abadá da Ivete ou do Chiclete, ou o décimo-quinto show do ano do Aviões. “Mas vai ser em cima de um disco voador…”. Fodam-se todos eles! Prefiro pegar meu dinheiro e “investir” em cerveja e, quando há oportunidade, para ir aquele show único do caralho (como o do Iron Maiden, que ainda irei contar aqui). E ter que sobreviver em um mundo dominado pelas fezes musicais, dominadas por rádios que só querem mais audiência com menos conteúdo, era uma tarefa árdua. Ou você acha que era fácil andar de ônibus e na rádio tocar “na boquinha da garrafa” a todo volume? E ter que suportar a burrice dos ouvintes ao responder questões idiotas tipo:

… valendo uma batedeira, um ferro de passar roupa, um celular pré-pago da ALÔ, uma cafeteira e um vibrador king motumbo size, todos oferecidos pela loja Pintinho do Costinha, onde toda venda é uma piada, pergunta:

Quem descobriu a América? Foi Cristóvão Co…
A) Maminha
B) Acém
C) Filé
D) Lombo
E) Alcatra

“… é… seu moço… eu tô na dúvida entre a cê e a dê, moço…”

É muito escroto isso, não acham? Ainda bem que criaram os mp3 players e iPods da vida, uma salvação mental de um pouco mais de 50 gramas.

Mas o que vem ao caso é quando há um interesse em uma outra pessoa. Interesse sexual, já que o amor é um prenúncio de um desejo vestigial, do macho pela fêmea, pela vontade ancestral que você carrega em seus cromossomos de “comer” alguém. Eu, por exemplo, não sou o seletivo na hora de escolher uma garota para desejar (a não ser que a opção dela por algo seja extremamente escancarado, tipo emos ou cristãos ortodoxos loucos) e, como já disse anteriormente, o “mercado” tá com a balança mais cheia para o lado das que curtem as putarias das casas de forró e axé. Eu estou com este dilema por que no meu convívio pessoal tenho alguns casos de pessoas que vivem mundos opostos, mas que se gostam quando estão em estado neutro.

Às vezes há uma certa passividade, como conhecer o território inimigo (aliás, me lembrem de contar sobre a vez que fui para um show de forró), ouvir algumas coisas – como se não as ouvisse passivamente – e se “enturmar com a galera descolada”. Mas para mim é como estar em um local que não me faz sentir conforto, como não estar com os meus.

E a dificuldade de manter um relacionamento se estabelece, o casal se separa e se afasta, já que os dois não se entendem – a não ser que aquele sentimento cruel chamado “amor” apareça, pregue uma peça nas mentes do casal,e eles se juntem do jeito que der. É isto que eu sinto agora, sentado em frente a um computador comendo biscoito, enquanto as gatinhas (algumas que leem este blog) estão no forrozão, ou na micareta, lugar que tenho asco de ir. Promover o amor em pessoas diferentes, de mundos diferentes, é tão complicado quanto resolver a paz entre árabes e judeus.

Que merda, né?

20
Jul
09

Eu baixo sim e estou vivendo…

Minha mãe fica no meu ouvido direto dizendo “satanás, para de baixar música da internet! você não tá vendo essa galera sendo presa na televisão por negócio de… de…”

- Direitos autorais? – eu completo.

- Sim! Esta buceta aí!

Quer saber? Eu não estou nem ai para esse papo de “direitos autorais”. Afinal isso é só uma desculpa esfarrapada da indústria fonográfica para encherem seus rabos com mais dinheiro, já que o artista ou compositor das músicas ganham dinehiro com shows e cachês variados, não recebendo 10% dos valores de venda de álbuns.

A indústria fonográfica quer que compremos os álbuns das nossas preferências musicais, mas isso fica impossível em um país em que tudo é extremamente taxado (por impostos inúteis e que não tem retorno). Eu, por exemplo, fiz um cálculo básico: A discografia de estúdio do Iron Maiden tem 14 discos de estúdio. Se você for procurar nas lojas, um disco deles custa por volta de R$30-35. Agora, faça as contas: se eu quiser ter toda a discografia, terei que desenbolsar entre 420 e 490 dinheiros!!! É um salário mínimo para ter a discogarfia de apenas UMA banda! Com um preço tão abusivo destes é difícil colaborar.

E já que não tem como comprar um disco, tem que ceder à forma gratuita de música: as rádios. Mas, atualmente, as rádios são uma completa indústria de merda: é “créu, créu, créu“, é “aviões e solanja“, é ivete, claudia leite e o caralho! E quando tinha rádio que tocava um heavy metal, por causa de influência de patrocinador, começou a trocar progressivamente a programação por “axé da ivete” e estas bandinhas emo. Até houve um esforço de colocarem uma rádio somente de rock, mas sucumbiu pela falta de dinheiro, virando mais uma rádio gospel.

Até que alguém teve uma idéia genial. Se antigamente eu pegava meu LP de vinil ou fita K7 ou CD e emprestava para todo mundo ouvir aquela banda foda, por que não digitalizar isso em um formato legal e mandar para a internet? Foi assim que surgiu o troca-troca de músicas e álbuns, algo que, para todos os efeitos legais, não é uma forma de pirataria, já que não há lucro para aquele que cede as músicas – é como uma forma de empréstimo de material. É como ter uma imagem de um quadro de Van Gogh digitalizada, mas a obra original ainda está um museu qualquer, e ter esta imagem para o conhecimento artístico. Isso promove as bandas e artistas pequenos, faz maior promoção das médias e deifica as grandes.

Poder ouvir bandas como Iron Maiden, Pink Floyd, Led Zeppelin, Jethro Tull, Motörhead, Ac/Dc, Deep Purple, Rush, Slayer, The Beatles, The Doors… uma lista infinita de possibilidades de música boa, de um estilo musical que eu curta. è isso que eu busco baixando tantos discos, e isso que tenho no meu HD é um tesouro que não tem preço, nem pra mim, nem para aqueles filhos da puta da indústria fonográfica.

Por isso eu continuo baixando sem medo, pois o que entra nos meus ouvidos deverá ser sempre algo sagrado.

20
Jul
09

Shut the fuck up and listen! 2

Eu acordei com esta música na minha cabeça. O refrão (“ohh, ohhhh, I need your love!”) só me fez lembrar de um amor que estava aparentemente enterrado no solo pobre do meu coração. E não é que, ouvindo justamente esta música, resolvi uma “pendenga” justamente deste caso citado?

Tirei mais um peso das minhas costas. Mas até que me deu uma nova pontinha de esperança, afinal, quem sabe se não rola, não é?

16
Jul
09

Leite com pêra

Você, homem realizado na vida, tem um filho?

A dica é a seguinte: Faça ele brincar, mas com algo condizente a sua situação de menino, como bonecos de ação, LEGO, soltar pipa, “trepar” em árvore, escalar cerca, dar rasteira, polícia e ladrão, “o quebra” (também conhecido como “porradobol” ou “futebol kombat”), jogar bola no campinho, no meio da rua…

E se é pra jogar futebol, é também pra torcer para um time, para ir ao estádio, para deixar o moleque mandar toda a zaga do time pra puta que vos pariram sem remorso algum. E se é pra torcer, é pra torcer pra time sem frescura, já que todo tricolor se queima.

E quanto a mulher? Ah! Mostre a ele que ela é o que há de bom. Assine tudo que é revista de “mulé pelada” para ele ver, ou compre aquelas revistinhas especializadas em putaria. (Playboy só se a edição for especial, por que já nem mostra mais uma mulher, e sim um trabalho impecável de photoshop).

Muitos vão reclamar por que do teor tão machista deste post até agora. Mas isto que citei agora é o mínimo para ser feito a algum moleque para que não aconteça o que aconteceu neste causo que me lembrei, em um dos meus lapsos de memória, que vou lhes contar agora:

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Eu estava na casa da minha avó, jogando Mario Kart 64 com um primo (aliás, jogando não. Duelando violentamente!) enquanto na mesma sala estava outros dois primos pivetes. Um era doutrinado segundo os preceitos já citados, sendo até um garoto naturalmente violento. Agora o outro…

Eles estavam desenhando. Uma hora o primeiro se levanta e pergunta:

“Hey, Junior (nome fictício). Eu desenhei uma mulher…” Era um típico desenho primário, feito de palitos, com dois círculos representando os seios e um frisado na cabeça para os cabelos longos. “… e você? O que fez?”

O baitola menino todo feliz levantou o papel e berrou:

- “Eu também desenhei uma mulher, mas a minha é melhor! Ela tem uma piroca!

O silêncio foi geral. Uma mulher com piroca? Piroca? A idéia é mais horrenda do que o verbete, e a criança só queria saber da tal “piroca” (talvez ouvida pelo grupo de mulheres anteriormente citadas) ficou latente na sau cabeça. E o pior, o desenho mostrava algo próximo da realidade – posição, tamanho, etc. – daquilo.

Depois dessa a vontade que deu foi de dar umas porradas tão bem dadas no moleque… só não fiz por que a mãe estava por perto e eu não queria merda pra mim. Mas fiquei muito na vontade por vários meses.

Pelo menos o pai dele percebeu que ele estava “fresquinho” demais e endureceu a disciplina. Hoje este garoto já não é aquele protótipo de “biba” que era antes, tá bem encaminhado. Pelo menos isso.

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Pois então… é bom ter cuidado senão aquele garotinho criado com leite com pêra acaba virando a vergonha da família.

E antes que você diga: eu não sou homofóbico, mas acho que esta decisão de ser ‘homo’ precisaria de uma maturidade mental. Não adianta aquele menino criado feito menina virar um hetero, para contrariar-se e ficar em dúvidas consigo mesmo. Se quiser ser gay, que seja por conta própria e não por criação.

16
Jul
09

Casa repaginada

Você percebeu que o blog mudou de cara. Mas é só de cara, entendeu, por que o puto que o escreve continua o mesmo.

O estilo mais escuro é propício para uma leitura mais confortável, para você forçar o seu cérebro com o que eu escrevo e não com o brilho da tela. E o header aí no alto vai ser trocado constantemente (se quiserem, me deem idéias para ele ou arrume um jeito de me enviar (um banner 730 x 180 px.). Vou começar com um personagem de um dos posts mais famosos daqui.

Aproveite e veja também as enquetes, elas são importantes para um melhor desenvolvimento deste folhetim. E veja também o twitter, seja aí na barra lateral ou in loco. Ele também seguirá o esquema de troca de panos de fundo (backgrounds, para os familiarizados). Para quem tem monitores acimam de 1200px, eu deixei uma bela (e ruiva) surpresa!

E quanto aos posts… ah… isso é comigo.

14
Jul
09

Não use drogas…

… por que tem coisa melhor para se consumir:

Procure, baixe, ouça e sublime!

Por que, com já diz o velho ditado: “Comer e viajar são as quatro melhores coisas da vida!”

13
Jul
09

Mamãe, eu sou metaleiro.

Como vocês devem saber, eu moro em uma cidade nordestina, que já dá pra tirar qual é o estilo musical mais comum. Sim, o forró… não aquele forró antigo, suave, de letras doces e, por que não dizer, comuns a realidade bruta, agressiva, mas com alguma esperança do povo sertanejo (você já ouviu Luiz Gonzaga? O que você está esperando?). O que temos hoje é um forró de letras sacanas, explícitas, com infinitos sentidos (para a putaria, claro). E ainda tem mais o pagode com axé, que só serve para “levantar a mãozinha pra cima, bater na palma da mão e reolar a bundinha”, igualmente cheio de sacanagem nas letras – procure, neste blog, por “boquete” que você vai entender o que eu digo.

E quando alguém não curte isso? Que sabe que a sua inteligência não foi feita para ir na “pata do caranguejo”, ou dar uma “lapada na rachada”. Que não aceita ver crianças que não sabe de porra nenhuma da vida fazendo a “dança do boquete”?

Bem… eu sou uma pessoa assim.

Acho que devo ter batido a cabeça quando bebê, por que eu ainda me pergunto qual a causa de desde criança eu nunca
gostei de coisas muito popualres musicalmente. Eu odiava – e odeio até hoje -  a Xuxa (assistia o programa dela só pelos
desenhos, quando ela entrava, mudava pro SBT), odiava Olodum, quando eles eram o sucesso da época, eu odiava qualquer música! Preferia o silêncio a ouvir aquelas merdas.

Mas um dia isso mudou.

Eu tinha por volta de 14 anos. Eu era um babaca ,lesado, idiota e sem noção; não queria nada na vida, só ficava estudando para agradar o ego dos meus pais e, no natal, ganhar um video-game novo (enquanto isso, milhões da minha idade já conheciam o amor e o sexo!). Me lembro que estava numa casa de praia dos meus tios, quando um primo, já bem experiente em assunto de música, botou um CD num micro-system que tava lá perto. Quando começou a tocar, eu sentia que aquela música não era “nociva” aos meus ouvidos. Aquela batida forte, a cavalgada da bateria, os arranjos de baixo e guitarra e a voz estridente começaram alimentar o meu coração frustrado pela minha situação. Era o som que alimentava e sossegava a minha raiva eternamente contida.

Então fui saber do que se tratava. “Que som legal! De quem é?” disse eu. E o meu primo retrucou: “Porra, cara. Não sabe o que é Iron Maiden?”


E ainda tinham mais dois discos para colocar. Um era do Slayer – era o “Reign in Blood”, para título de informação – e o outro… bem… é meio vergonhoso dizer, mas era o “Rebirth” do Angra. Desde então eu comecei a ouvir música com mais vontade, sendo o heavy metal o primeiro carro chefe. Eu era um chambinho* que só queria ouvir power metal e Iron Maiden adoidado.

Mas os meus pais não viam isso de uma boa forma. O que houve com aquele menino pródigo e comportado para, de uma hora para outra, ficar endoidando ouvindo esses “roques”? Minha mãe sempre ficava com cara torta quando eu ouvia um solo longo, talvez imaginando que o seu filhinho “vai virar vagabundo, ao invés de virar “dotôzinho” e “adevogar” lá no meu interior”. E a coisa piora quando você é um dos poucos que é metaleiro -  a ovelha negra, literalmente – dentro de uma família cheia de forrozeiros. Onde é quase obrigação se lançar a uma casa de show todo sábado, só pra dançar e beber uísque.

“Que porra de airo meidi, o negócio é assistir Aviões!” falavam muitos da minha gigante família. Mas eu não queria de jeito nenhum o que eles me ofereciam. Ninguém vai fazer dançar forró ou rebolar feito uma bicha louca em micareta. E quando eu quis ir para um show de metal? “Você num vai não! Só dá maconheiro lá e vão te encher de droga” dizia minha pobre mãe. Foi uma choradeira grande mas o show rolou. Era do Angra, me lembro. Era o que tinha, na época, de mais expressivo de shows do tipo…

Então essa é minha história de metaleiro, ou algo próximo disso, por que eu ainda não tinha sido batizado de fato. E que ainda não tinha conhecido tudo que gostava, que, na verdade, tinha que procurar o meu gosto em música em um tempo muito anterior ao meu nascimento, mas isso é pra outra história. E quanto aos meus pais? Ah… eles nunca engoliram isso direito. Até hoje chiam o meu estilo, apesar de uma certa conformação. “Não tem jeito mesmo, é caso perdido” devo imaginar o que eles imaginam sobre mim. Mas esta história tem outros capítulos pontuais bastante interessantes, que eu talvez irei postar neste blog.

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*chambinho: é o metaleiro novato, criado pela avó com leite com pêra e ovomaltino, que acha que Angra, Shaaaaaaman, Rhapsody e Dragonforce é o melhor metal do mundo (o que é uma grande mentira). Vem da frase “esse cara nem largou do chambinho para achar que sabe tudo de metal.”
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E hoje é o dia internacional do Rock! Já lancei minha dose diária de Iron Maiden e fui experimentar um disco do mais tradicional rock progressivo. Que saber mais causos da minha vidinha de merda? Siga-me no twitter (ou olhe na barra esquerda do blog). Como disse o pirata Alma Negra: “Que me sigam os maus!”




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  • @individuotipo essa não conta, cara. 5 hours ago
  • os anos passam fáceis. por que se "hoje é um novo dia de um novo tempo que começou", amanhã será de "lá vou eu, lá... vou... eu!!!" #vdm 8 hours ago
  • e mais um recorde negativo para a minha lista: é o terceiro ano seguido que eu fico sem receber uma mensagem de natal sequer. 8 hours ago
  • se papai noel existisse, ele me daria uma bomba atômica para limpar esta cidade de merda onde estou do mapa. 9 hours ago
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  • quando alguém se sacrifica por algo, você literalmente "dá o sangue". no meu caso as muriçocas entenderam o recado. 15 hours ago

 

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