Eu achava seriamente que a minha cidade era o cu-do-mundo quando se tratava de grandes atrações musicais, mais ainda quando se tratava de atrações internacionais. E não me refiro a aquelas tipo ‘Billy Paul’ que ocorre todo santo reveillon, mas algo realmente grande! Se não me engano, a última vez que algo grande aconteceu por esta latitude fora na década de 80 do século passado, não lembro exatamente. Era o show do A-Ha, que escolheu esta cidade para começar sua turnê brasileira. Foi uma cobertura jornalística extraórdinária, já que não se falava de outra coisa que não fosse política (corrupta), as fétidas belas praias e dos novos sucessos do forró.
Voltando o A-Ha: Fizeram o alarde descumunal para um mísero show, dentro de um mísera quadra, que nem deu tanta gente (para o sucesso da banda, na época, foi pouco). Talvez estes noruegueses avisaram as produtoras para evitar esta bosta chamada Fortaleza e talvez seja por isso que, por mais de duas décadas, ficamos à mercê de lixos musicais, como Sandy & Junior, Bruno & Marrone, Angra, ShaAaAaAaAaAaman e as infinitas bandas do forro, pagoxé e o CARALHO!
Eis que duas décadas se passaram e uma luz, ainda incerta, surgiu nos corações dos seres de boa vontade:
Você não leu errado nem a sua mãe botou LSD no seu suco de pêra. RUSH em Fortaleza! No Castelão!!! Finalmente algo grande que não seja exclusivo no eixo Rio-Sampa-Sul!!! Parece que algum produtor musical deve ter se tocado quando ouvia o trecho “…why can’t give ourselves one more chance?” de Under Pressure (Queen). Por quê não dar mais uma chance? Então darei (ui!) uma chance.
Mas este fato me levantou uma questão: Por quê só eles? Aproveita e chama o Iron Maiden também, já que há buracos de datas na passagem por nosso Barazil-zil. Chama também o Radiohead (para alegrar os mais indies cultos) ou qualquer outra grande banda (mas não chegue ao descenso de chamar Timbaland ou merda semelhante).
Agora é esperar e ter a confirmação. Para mim fica uma certeza: Se tiver, EU VOU!!!


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