Arquivo para Março, 2008

31
Mar
08

Pára, porra! Pára!

Depois de um “surto” de criatividade e de um número absurdo de posts neste mês, a hora de dar uma pausa chegou. Aproveitem e vejam os outros posts deste blog e aprendam alguma coisa com eles (não necessariamente nesta ordem).

Quando vocês menos esperarem, eu volto. Agora fiquem com algo de qualidade, para limpar as suas mentes sujas de tanta poluição audio-visual.

29
Mar
08

Teorias sobre o bicho Mulher (beleza)

A beleza torna sempre a virtude mais amável.
(Vírgilio)

- AIIIII…. eu tô “pôdi” nessa foto, apaga, apaga, apaga!!!!

- Num gostei dessa foto, tô com os peitos tão pequenos…

- Eu tô horrível, com essa bocona! E a bunda toda mucha! arrrgh!

Essas frases eu cansei de ouvir de modelos femininos depois de mostrar o resultados de minhas fotografias (para falar a verdade, de apenas uma modelo, já que outras garotas tem medo de que eu as fotografe unicamente para fins onanistas…). Sempre há um defeito, uma pequena falha que faz com que a garota se sinta uma coisa horrível, mesmo que todos que a vêem digam o contrário.

O que é belo é bom e o que é bom depressa será também belo.
(Safo)

Mas qual seria o que poderia der chamado de algo bonito? A ‘beleza’ segue uma mesma linha do que a ‘verdade’: ambas são temporais, vão mudando de acordo com a sociedade em que vivemos e com os altos valores que mudam com o tempo. Até 150 anos atrás, ser gordinha era considerada uma primazia de beleza e lascívia, ja´que dava o sinal que estas eram bem alimentadas e, por tabela, de família rica, tanto que muitos quadros de nú artístico da época retratam mulheres com coxas flácidas e “pochetinhos”.

Pintura do século XIX (cadê o corpo sarado, torneado?)

O conceito de beleza hoje é múltiplo, varia para que “destino” a modelo siga: para o mundo da televisão e cinema (qual seja o estilo), a mulher torneada, musculosa, de corpo atraente e sensual (por que sexo dá audiência!).
Lembra-te de que as coisas mais belas do mundo são também as mais inúteis: os pavões e os lírios, por exemplo.
(John Ruskin)

Mas para o mundo da moda, fotografia e mídia em geral, a beleza tem um padrão Adobe™. Adobe™? Você deve estar se perguntando o que tem esta marca a ver com a beleza moderna. Tudo! Qual o produto mais famoso desta empresa? O Photoshop! É ele que faz que uma humana tenha ares de um ser perfeito, equilibrado, belo e, por consequência, irreal!

Uma coisa bela persuade por si mesma, sem necessidade de um orador.
(William Shakespeare)

É nessa hora que eu me lembro de uma campanha fantástica da marca de sabonetes Dove. Ela mostra o processo do que a mídia mostra como seria o ‘padrão de beleza’ que ela vende, onde crianças e moças vêem com um ideal a ser alcançado, mesmo que seja impossível

Voltemos ao caso da minha modelo: ela se queixa de tudo que há no corpo dela, apesar de que eu fique o tempo todo contrariando, falando que é besteira dela e que ela é linda do jeito que é. Talvez ela ache que seja o fato do amor (e que ela ache meio bobo da minha parte) que eu sinto, mas não é. Todos que olham as fotografias e a conhecem pessoalmente reconhecem a sua beleza, não aquilo que todos nós vemos e temos que engolir goela abaixo na mídia em geral, mas aquilo que as nos faz admirar… e suspirar…

O belo é o esplendor da ordem.
(Aristóteles)

Vai ser difícil socar nas cabecinhas das meninas desesperadas por uma beleza inalcançável o conceito do ‘belo’, do ‘admirável’. E aquelas frases lá no começo do post serão respostas infundadas.

Se tens a beleza simples e mais nada, tens quase tudo o que Deus fez de melhor. (Rudyard Kipling)

Eu ainda acredito nisso.

p.s.: Dedicado a uma leitora deste blog, que vive reclamando, mas não me vai fazer mudar a idéia a respeito dela. A idéia que ela é linda demais!

29
Mar
08

Os piores do mundo… nos esportes!

Eu fiz uma enquete sobre se deveria ter uma seção de esportes neste blog. Duas pessoas viram a enquete e votaram pelo “Não…”. Mas, como vocês deveriam saber desde o início, que quem manda nesta caralha aqui sou eu, o meu veredito é: Vamos ter sim uma seção de esportes!

Mas não é para mostrar resultados ou os destaques da semana, qualquer jornal faz isso. Irei comentar os fatos estranhos que ocorrem não tão concorrido esporte mundial!

Para começar, temos o caso do mais novo recordista mundial de 50 metros nado livre de natação, o francês Alain Bernard. Não seria nada demais, a não ser pela sua foto…

GRRAAAAUUUUUUURRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!

Já pensou quantos litros de “bomba” esse cara toma no café da manhã? Perto dele, ****** ****** pode ser considerada bastante “feminina e delicada”…


p.s.: Antes que digam que a imagem é fake, tem outra imagem desse primo do Hulk aqui.
p.s.2: Eu prefiro as ninfetas e lolitas. Estereótipos como a de ****** ****** jamais me dará tesão, sério!

edit – 11/08/2009: tirei o nome da nadadora em questão por causa do número inacreditável de acessos a este blog por causa dela. caras… vão bater punheta pra algo que valha a pena! Já ouviram falar de Faye Reagan?

28
Mar
08

pásCUa (o retorno)

Demorei para escrever sobre o meu calvário de páscoa, já que aquele “furo de reportagem” do último post não poderia passar em branco.

Mas o que eu poderia falar deste lugar que eu fui?

Itapiúna é uma cidade localizada a 100 km (ou um pouco mais) da capital Fortaleza, isso na teoria, por que na prática parece que fica no outro lado do mundo de tão isolada. Tanto que a programação de TV é toda ‘made in Rio’, com infinitas propagandas de CD’s da Somlivre em loop infinito, já que o sinal da televisão local mal pega. Cidade que dá pouca opção para que mora lá e, principalmente, para quem visita. Bêbados na calçada, fanáticos rezando loucamente e aquele cheiro de bosta de cavalo no ar.

Tive que aguentar quatro dias (três e uma fração, já que fui embora mais cedo.) suportando a falta do que o meu quarto querido fazia, pelo menos eu tinha o mp3 player sempre ao meu lado e minha câmera para registrar. O dia era aquela chatice, na sexta-feira era pior ainda, já que tudo, eu disse TUDO, naquela cidade estava fechado. Se batesse a vontade de comprar alguma coisa era algo impossível.

A chatice ara maior pelo silêncio qua fazia naquela casa, em que todos estavam dormindo em suas redes enquanto chovia levemente lá fora – alías, choveu na cidade praticamente todos os dias, mas de leve, nenhuma tempestade para se orgulhar da mamãe natureza, tempestade essa que passava ao longe, mostrando cenas magníficas de raios caindo em sequência no horizonte durnate a noite, coisa linda de se ver – e não se podia fazer nada, nem TV, nem lan house, nem primas para assediar, nada. Dá para perceber como eu estava totalmente destruído nesta cidade?

E para dormir era pior ainda: rede pequena para um cavalão que nem eu e uma infinidade de pernilongos me atacando e atazanando. “Pelo menos eu tenho um repelente”, eu pensei. Usei aquele creme fedorento e dormi tranquilo, até que, de repente…

- ROOOOOOOOONNNNNNNNNNCCCCCCCCCCC!!!!!!!!!!!!!!

Quase que caio da rede! Quando eu vejo é meu “tio” roncando com a suavidade de uma serra elétrica cortando um tronco de maçaranduba. A vontade que deu foi de enfiar um porrete na cara do infeliz e enfiar seus dentes quebrados no seu rabo com areia e brita!

Comida? Bacalhau e chocolate. O bacalhau era o “almoço santo”, e era tudo com bacalhau: arroz com abcalhau, feijão com bacalhau, purê de batatas com bacalhau, bacalhau de bacalhau (???)… e o pior: sem um pingo de azeite! Éca! E me restava o chocolate, porém, com o excesso de bacalhau poluindo o meu ar, me deu um puta fastio, tanto que só fui comer minhas barras só depois de voltar para casa.

E diversão? Nenhuma, considerando a escassez de opções e a falta de qualidade das restantes. Tinha uma lan house que fica dentro de uma locadora de DVD’s, e você, leitor intrépido, deve ter pensado “por quê diabos o Yu não alugou um DVD?”. Infelizmente ninguém lembrou de levar um player, nem sequer um Playstation 2. Bem, voltando à linha original, tinha uma lan house, quente pra caralho e que tinha computadores péssimos e uma conexão fraquíssima, onde, para entrar no messenger, levava em torno de cinco minutos! Até pensei em fazer um post rápido de lá, mas a merda era tão ruim, mas tão ruim, que fecehi a conta e fui embora.

E a cidade? Em dias normais era cheia de gente, todoas querendo dançar, beber e comer a menina mais rabuda (que de cara, não havia nenhuma interessante). Mas quando chove, como as pessoas fossem feitas de açúcar, a cidade fica desértica, só nós, “da capitarr”, ficamos perambulando por ruas cheias de almas e insetos. E a angústia só aumentava.

Domingo foi um dia feliz, por logo cedinho já estava voltando para o meu lar, para a minha cama macia, para a minha rotina onanística e paraos posts deste blog, no qual vocês não sentiam saudade.

Logo mais teremos coisas novas, agaurdem.

Arrivederci!

24
Mar
08

O Grande Irmão zela por ti.

Alvoroço no cenário televisivo! O Big Brother Bosta Brasil está chegando a “reta final”, depois de inúmeras semanas e após sucessivos paredões, provas de resistência e altas brigas…

E o que tem a ver este que vos escreve com isso? Nada!

Assito aquela porcaria esporadicamente, diferente da minha mãe, que vive grudada nesta merda. Hoje, que poderia ser uma segunda-feira chata como outra qualquer, é véspera da final do programa (nota do tio Yu: “Amém!”) e, para onde eu vou, é assunto de roda. Nem na tranqüilidade da minha casa eu me livro dos comentários imbecis a respeito do que acontece naquela casa.

Eis que, enquanto saboreava o que sobrou desta páscoa (ou hoje ou amanhã entro em detalhes sobre isso), minha mãe me chama, me faz levantar da minha poltrona para ouvir esta pérola:

- Você já votou na Gyselle?
- Hã?

Il est moi, oxe!

Na minha cabeça, ao som de Pink Floyd, as coisas maquinam: Gyselle who? Aquela meio piauiense, meio francesa, muito gostosa e inteiramente nojentinha? Aquela que fez campanha (bastante sensual, aliás) em vários blogs conhecidos para entrar na maldita casa? Aquela que fez um programa (televisivo, mas se for o convencional não me surpreenderia) onde seduzia homens franceses recém-casados com francesas sem sal, com aquela bunda digna de filmes do Bangbros? E que gravou um clipe irritante, usado por jovens franceses para meios onanísticos?

- Votou ou não?
- Eu não irei votar, não sou idiota de perder meu tempo.
- Mas você TEM que votar na Gyselle!
- Me dê um bom motivo.
- Ela tem que ganhar o milhão, por que ela é nordestina…

Nordestina? Já tá rotulando mediocramente que ela é uma coitadinha, de família sofrida e que comia “calango com tatu peba” na única refeição do dia. Tá bom que o Piauí é um estado fodido, mas não é para tanto!

- Nem venha com essa história. Eu não irei votar, nem fodendo.
- Vai lá, faz ela ganhar o milhão!

Interessante, não é? Milhões votam para que uma pessoa fique rica, mas e depois? Todos eles desligarão a TV e acordarão para um novo dia de trabalho, com um risco de não voltar para casa, ganhando um salário de merda e tudo que compram ficando cada dia mais caro; enquanto o vencedor faz o que todo novo-rico faria: torrar tudo em coisas supérfluas para depois de um tempo ficar ganhando alguns trocados na profissão mais idiota já criada: comentarista de Big Brother!

- Vai votar nela?
- Não, porra! Não!

E eu saio do quarto e volto apara a minha suave poltrona e meus chocolates. O Bial que se foda. A Gyselle também, mas de preferência aqui em casa, e gemendo “baisez-moi, mon homme”.

Ces’t fini.

23
Mar
08

"… e ressucitou no terceiro dia…"

Como já disse Zé Lezin, melhor do que ir para algum lugar é voltar para o seu “castelinho”. Depois de ter “pago para cristo” neste calvário no interior do interior do interior (ou seja, isolado pra caralho!), enfrentado mosquitos e pernilongos “bombados”, aturado uma família fofoqueira e ficado em uma cidade onde há mais cachaça do que água potável é de destruir qualquer um.

Entro em maiores detalhes amanhã. Por hoje eu quero dormir e aproveitar este monóxido de carbono que me deixa bem mais tranqüilo.

Até amanhã, fellas!

18
Mar
08

PásCUa

Ahhh… como eu odeio esta data… eu aguardo esta semana com a mesma sensação de quem está no corredor da morte. É ter que sair do convívio tranquilo e acolhedor porém forte da sua casa para ter que se aventurar neste período que, de santo, não tem nada.
Coitada da minha avó, para onde este humilde neto vai se hospedar em sua casa, já que eu vou com extremo mau-gosto, não por vê-la, mas por ter que aguentar, primeiro, uma casa mais quente que o inferno (pelo fato de um quarto receber todo o vento fresco e os seus hóspedes “tudo egoísta” fecharem as portas, interrompendo o fluxo de vento para os outros ambientes, como se dissessem “o vento é nosso, vocês que se fodam!) e segundo, pelo montante absurdo de pernilongos (muriçocas, para os nordestinos) que ficam rodeando tua cabeça, dando aquele zunido chato pra caralho. Fora a falta de liberdade de se fazer algumas coisas, como assitir televisão, por exemplo. Basta ligar que já vem a reclamação:

- Desliga a TV que tá passando a procissão, menino!
- E o que tem a ver a procissão e a TV, se eu a coloquei em um volume bem baixo?
- É por que é pra ficar desligado mesmo, ora! Senão o padre vai ficar comentando na hora da missa…

(Padre fofoqueiro? Fofocando na hora da missa? Puta que pariu, esse mundo tá perdido!)

E nem dá para assitir um dvd ou algo interessante, ou assitir algo interessante na madrugada (como fórmula 1, por exemplo), nem fazer um affair qualquer, para não acordar as “véia” que já estavam dormindo desda as 8 da noite, que ainda não sacaram que o que William Bonner diz é um desejo e não uma ordem! E de dia ora dá lugar a uma chatice sem tamanho por não ter nada ou ninguém que faça você se levantar do sofá, ora ao excesso de gente (principalmente de crianças), pentelhando e dando no saco. Ainda bem que eu tenho um mp3 player que me torna um autista, o que é uma grande vantagem nestas horas.

E o coelho? Onde entra?

Para comer, o dueto mais famoso: peixe e chocolate. E o peixe é só um, já que o povo é fresco demais para fazer um suflê de salmão, um risoto de camarão ou uma peixada de cavala e serra no capricho. Vai logo para a porra do bacalhau, desfiado, seco e sem azeite, já que o vidro é “caro” demais. Para completar ainda tem aquele chocolate, que, apesar de ser uma delícia, de tanto você come, vem aquele desarranjo intestinal que te obriga a passar horas no banheiro

***

Triste dos pais e mães que tem que fazer a vontade dos filhos, comprando aquele ovo (ou ovos) só por que quer o brinde que vem dentro e nem leva muito chocolate quando, em vez disso, comprar inúmeras barras de chocolate pelo mesmo preço, ou até mais barato. O povo é muito burro, só pode.

***

Fora da casa é uma merda maior ainda. Cidade que fica dentro de um vale, no sertão, é foda; com pouca umidade e um calor quase infernal, que faz você se arrepender amargamente de não ter nascido em um país nórdico. E quando chove, chove mais raios do que água.

De dia é aquela coisa santa, as procissões, a reza da imensa maioria católica, lembrando dos tempos da morte de Yeshua (Jesus para os íntimos).

- De novo?! – grita o bêbado desavisado.

E com o advento das igrejas protestantes, isso ficou mais chato ainda, com cultos no meio da rua e incitando os que esavam perto dali a cultuarem e contribuírem com o dízimo para a construção da sua igreja (igual a todas as outras caça-níqueis).

Mas de noite, depois da última missa… aí o que era semana santa vira “Carnaval Strikes Back”, com muita festa, forró para estourar qualquer tímpano e muito vinho, mas não é um Romanée-Conti ou um vinho do Porto. É só daquelas garrafas de cinco litros de tudo que é nome de religioso/santo, onde o líquido mais parece queles “ki-suco” de uva misturado a álcool etílico, de tão ruim que é. E quando é sábado de aleluia (que deveria ser “sábado de socorro, me ajude”) sempre tem o show de uma banda de forró média (por que banda grande, só na capital), que só toca a música dos outros e repetidas vezes. Insuportável, digo eu, por experiência própria.

Affairs amorosos? Difícil. Fora a família, que é composta de um bando de babacas que fazem comentários, além da perigosa rede de fofocas que toda cidade de interior tem (eu já fui vítima dela), ainda tem uma centralização do poder de formação de casais nesta cidade, coisa semelhante ao poder repressor da China! E o mais engraçado que quem cuida da bagaça, a cafetina da história, é minha prima! Eu ainda não levei vantagem por este fato, mas… quem sabe?

Vocês, leitores desde mísero blog vagabundo, me desejem sorte e coragem para aguentar estes quatro dias infernais. E se tiver algum “causo” neste período, com certeza estará aqui.

Agora fique com a novela das 8 que, na verdade, é às 9… que eu esqueci o nome. Boa noite.

Beijos e boa noite.

Vinheta Rede Globo – Tema Do Jornal Nacional

13
Mar
08

A pura poesia baiana

A Bahia é um estado bonito, cheio de história. Comida boa e cultura primorosa e de arquitetura de valor incalculável.

Mas os elogios param por aqui.

Quando é para falar de música… o coração dói. Um grande montante de lixo musical foi produzido neste lugar, fora as bandas exógenas, que mesmo não-baianas, tem aquele puta orgulho de dizer que é baiana (exemplo? Babado Novo e a Cláudia Leitttttttttte (com todos os “tês” possíveis), que são cariocas, mas tem aquele orgulho de dizer que é do ventre da mainha Bahia, ôxe!).

Claro que eu ssssou baiana, malandro!

Quando eu era criança eu tinha que conviver com as rádios tocando incessantemente Timbalada e Olodum. Lembram do “…requebra, requebra, requebra sim, pode falar. pode rir de mim…“? Era insurportável este refrão maldito tocando repetidas vezes para todo o canto que você ia. Mas o pior viria pouco tempo depois:

Uma banda estoura nas rádios. O nome? Harmonia do Samba, que de harmonia e de samba não tinha nada. Era um pagoxé ruim de aguentar, com letras de duplo e triplo sentido. Pior era vê-los nos programas de TV, rebolando feito gazelas com o rabo cheio de pimenta, para o nojo de quem vos escreve.

Produtor: … mas essa foto não ficou meio… gay?
Fotógrafo: Deixa assim mesmo. Viadagem vende mais!

Mas a herança que foi deixada por eles foi a maior merda já feita. Inúmeras bandas de pagoxé surgiram feito rastro de pólvora. E estas evoluíram para a droga conhecida hoje com swingueira. Uma droga por que entrou no seio das grandes instituições educacionais. Quem não ouviu falar de uma banda de swingueira que não surgiu entre amigos de colégio, com nomes que são fruto de um pensamento extremamamente avançado… para um jumento: “Samboeh”, “Swingsamba”, “Sambateen” e etc. que tem como público menininhas entre os 13 e 17 anos, sendo musicalmente preparadas para serem estupradas consentidamente pelos “admiradores” deste som.

E quando digo que estas meninas são preparadas para a putaria, eu falo sério. Esta letra refelete muito isso, apesar do desconhecimento in causa das pobres coitadas. Farei agora uma análise de uma música que “bombou” as paradas de sucesso no nefasto Carnaval:

Tá que tá que tá gostoso (várias vezes)

Toda música tem que começar com uma introdução besta, tipo essa aí. Podia ser “ah que delícia” ou “mete mais fundo”. Não faria a menor diferença.

Tá ficando molhadinha
Eu tô sentindo um cheirinho de calcinha (2X)

Esse cara deve ser um cara de olfato excepcional, tipo do do filme Perfume. Por que, imagina só: uma festa, gente baforando, álcool para tudo que é lado, gente suando feito porcos e o cara sentir aquele doce aroma vindo da vagina de uma mulher? Como pode?

Eu vou pegar o telefone e endereço da gatinha (2X)

Típico de playboy: Traça um papo, pega o endereço e o telefone, e diz que quer dar uma carona para ela. Com certeza este cara tem segundas, terceiras… enésimas intenções com a “gatinha”.

Eu vou pular o seu quintal e roubar sua calcinha da boquinha (2X)

Isso é sintoma do que chamam de fetichismo. Fora o fato de o que diabos uma garota estaria fazendo com uma calcinha na boca? Mascando o nylon?

É na boquinha, no peitinho, no xibinho e na bundinha…
(
É na boquinha, no peitinho, no xibinho e na bundinha…) (2X)

As partes importantes desta rampeira foram citadas. E a cabeça, pergunta o leitor desavidado? Isso, para o playboy, não faz a menor diferença.

É no boquete, boquete, boquete…
(Boquete, boquete, boquete, boquete…)
(ad infinitum)

Pergunta para uma menina com os seus 12 a 13 anos o que significa o verbete “boquete”? Ela não saberia dizer. Elas poderia achar que era um movimento, um nome de uma dança estranha. Jamais passaria pela cabeça que isto nada mais é do que engolir uma tora de carne até a garganta, em movimentos ritmados, para puro deleite de quem o recebe.

Agora imagina o pai desta “moça” vendo ela dançar esta música? É surra para mais de um mês.

Eu coloco como promessa neste blog: SE (em letras maiúsculas, para não ter dúvida) eu tiver uma filha, eu vou fazer de tudo para que ela não escute essas porcarias (ou coisa muito pior), por que é melhor ter uma paga-pau do Chico Buarque do que um protótipo de uma dançarina de axé.

E tenho dito.

10
Mar
08

Responda rápido

Para você, leitor “descolado” que se denomina chicleteiro(a), vai uma pergunta bem fácil:

“Quem são os integrantes e qual função cada um desempenha na banda Chiclete com Banana?”

Não vale olhar na wikipedia, nem no site oficial deles. Se você “pescar”, Deus-Jeová, Allah, Buda e os milhares de deuses hindus vão te castigar! bwawawawawaawawaaaa… (risada malvada de fundo)

10
Mar
08

50

Este blog tem aproximadamente 1 ano e 7 meses, e só agora eu cueguei a marca mítica de 50 posts, coisa que um blog de renome, que nem os que estão na barra lateral (na seção “Leio”, para os idiotas que não prestam atenção), quando este número pode-se facilmente alcançado em menos de uma semana.

É de se envergonhar, não é mesmo?




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