Booty dance é uma das coisas mais fodas já inventdas pelas nossas mocinhas finas de bom trato.
Ao som de Pantera? Melhor ainda!
Booty dance é uma das coisas mais fodas já inventdas pelas nossas mocinhas finas de bom trato.
Ao som de Pantera? Melhor ainda!
Primeiro, a boa:
(huhhhhhh… delícia!)
Agora, a má:
“Após a vinda do roqueiro Ozzy Osbourne ao Brasil, com shows em São Paulo e Rio de Janeiro, o cantor Latino anunciou que irá gravar uma versão de um grande sucesso do ex-vocalista do Black Sabbath. A música escolhida foi Crazy Train, que ganhará letras em português. Segundo informações de seu agente, o novo título da música será Trem da Orgia, seguindo a linha irreverente que levou Latino ao estrelato. O cantor teria dito que quer angariar fãs entre os metaleiros. Informou-se também que as negociações para concessão dos direitos de gravação já foram concluídas. (Fonte: 4nmusicnews e capetalismo.org)”
Esse Latino, por esta heresia, deveria ser executado com um tiro de calibre 12 à 3 cm do rosto (ou menos, para ver o “botão de flor desabrochar”), ser empalado com um espeto ferro quente e imolado. E o que restar dele ser enterrado e colocado sal e amônio para não nascer mais nada. Por que só um FILHO DA PUTA deste tipo poderia zombar com a cara da nação metaleira no mundo.
Para os mais pacíficos ou não-xiitas, tentem, pelo menos, que o Ozzy não conceda a permissão de regravação! Eu não quero passar o próximo carnaval com o “gado” fazendo trenzinho.
E vida longa ao verdadeiro metal!
Conhece o The Pirate Bay? Se não conhece, já deve ter baixado alguma coisa vinda dele. Mas o melhor do que o serviço que oferecem é a forma extremamente engraçada (e sarcástica) em que eles respondem às ameaças das produtoras, distribuidoreas, artistas e o caralho que se ferram nessa história. E eles não estão nem aí, já que os servidores estão na Suécia, este país que protege seus cidadãos de interferências jurídicas externas, e que tem uma política altamente flexível quanto a que se define como “crime virtual”.
Tomemos três exemplos: O primeiro foi o da IRacing que mandou em e-mail em “.pdf” (antiquadro, não é?). A resposta foi à altura: um arquivo “.bmp” de 1MB com uma mensagem… suave.
O segundo: O PirateBay se ofereceu para custear o processo de Michael Jackson. Sim! Aquele processo em que ele foi acusado de “comer” criancinhas em seu rancho/parque particular. E no blog deles, a pergunta inevitável:
“Hey Michael, você quer que a gente pague em garotinhos, talvez?”
O terceiro foi o mais foda de todos: A DreamWorks SKG (“razão social” da DreamWorks, produtora de filmes) mandou um e-mail ameaçando processar o TPB por disponibilizar um vídeo deles (no caso, Shrek 2). Se você tiver tempo para ler, está aqui. Mas o melhor foi a resposta, algo sensacional para uma “conversação jurídica”. (Se não sabe inglês, use um tradutor.)
As you may or may not be aware, Sweden is not a state in the United States of America. Sweden is a country in northern Europe.
Unless you figured it out by now, US law does not apply here.
For your information, no Swedish law is being violated.Please be assured that any further contact with us, regardless of medium,
will result in
a) a suit being filed for harassment
b) a formal complaint lodged with the bar of your legal counsel, for
sending frivolous legal threats.It is the opinion of us and our lawyers that you are ……. morons, and
that you should please go sodomize yourself with retractable batons.Please also note that your e-mail and letter will be published in full on
http://www.thepiratebay.org.Go fuck yourself.
Polite as usual,
anakata
Caras, eu mijei de rir dessa última. Estes suecos são geniais!
E como hoje é sexta feira, vou tomar muito rum em homenagem a estes caras. Eles merecem.
Drive boy dog boy
Dirty numb angel boy
In the doorway boy
She was a lipstick boy
She was a beautiful boy
And tears boy
And all in your innerspace boy
You had
hands girl boy
and steel boy
You had chemicals boy
I’ve grown so close to you
Boy and you just groan boy
She said comeover comeover
She smiled at you boy.
Drive boy dog boy
Dirty numb angel boy
In the doorway boy
She was a lipstick boy
She was a beautiful boy
And tears boy
And all in your innerspace boy
You had
hands girl boy
and steel boy
You had chemicals boy
I’ve grown so close to you
Boy and you just groan boy
She said comeover comeover
She smiled at you boy.
Let your feelings slip boy
But never your mask boy
Random blonde bio high density rhythm
Blonde boy blonde country blonde high density
You are my drug boy
You’re real boy
Speak to me and boy dog
Dirty numb cracking boy
You get wet boy
Big big time boy
Acid bear boy
Babes and babes and babes and babes and babes
And remembering nothing boy
You like my tin horn boy and get
Wet like an angel
Derail
You got a velvet mouth
You’re so succulent and beautiful
Shimmering and dirty
Wonderful and hot times
On your telephone line
And god and everything
On your telephone
And in walk an angel
And look at me your mom
Squatting pissed in a tube-
hole at Tottenham Court Road
I just come out of the ship
Talking to the most
Blonde I ever met
Shouting
Lager lager lager lager
Shouting
Lager lager lager lager
Shouting…
Lager lager lager
Shouting
Mega mega white thing
Mega mega white thing
Mega mega white thing
Mega mega
Shouting lager lager lager lager
Mega mega white thing
Mega mega white thing
So many things to see and do
In the tube hole true
Blonde going back to Romford
Mega mega mega going back to Romford
Hi mom are you having fun
And now are you on your way
To a new tension
headache…
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Essa música de 1996 e só agora, em 2008 fui ouvir pela primeira vez hoje. Agora eu me questiono:
PUTA QUE PARIU!!! COMO É QUE NÃO OUVI ESTA MARAVILHA ANTES???
Não basta a sua mãe ter o trabalho de ter te posto no mundo, nem aquilo que você teve que vivenciar durante todos os seus anos de vida, de estudo, de vitórias e derrotas, de amor e ódio, de dias ensolarados e chuvosos; nem basta ter que ser algo perante a esta sociedade, esta máquina autônoma e descontrolada.
O que parece mais importante é: “Você já se encaixou em algo? Você faz parte de algo?”
Não é importante para esta máquina sanguinolenta o que você aprendeu na escola ou as coisas sensoriais que você recebe, e sim a que “tribo”, “partido” ou “rebanho” faz parte. E, o mais importante, se você faz parte da maioria, por que, se não, já será considerado como algo subversivo, algo que as crianças não devem nem ver ou sequer ouvir.
Tomarei o meu caso: Sou um estudante, sou inteligente (mas nem tanto), gosto de informática, ouço rock “pesado”, gosto de mulher e sou um cara pacato e caseiro. Isso é a visão ideal e prolixa de uma definição pessoal. A sociedade, tão carnificenta e sedenta de sangue, já dá os famosos rótulos, pré-conceitos por vaolres já tão deturpados. Resumindo, aquela definição anterior poderia ser dita simplesmente por “ele é um mané, CDF, nerd, roqueiro (metaleiro ou dorme-sujo), tarado (galinha, cafageste e, principalmente, punheteiro) e “cabaço“. Pejorativo demais, não é? Mas é assim que sou visto pelos outros, já como forma de selecionar o “trigo do joio”.
Será que esta sociedade não entende que não é bem assim? Sou estudante e inteligente, por que eu estudei muito e, para quem não nasceu em berço de ouro, é a forma mais possível de uma ascensão social, gosto de informática e games, mas eu também tenho que jogar na vida real (ou você acha que se perder sua “barra de vida” vai aparecer uma tela de “continue”?). Só por que curto heavy metal eu não posso ser considerado somente um metaleiro, já que meus outros gostos musicais (música eletrônica, rock anos 60 e 70 e música clássica) ficariam de fora? E, porra, eu gosto de mulher, oras! Melhor ser mulherengo do que virar bicha, falar fino, rebolar em banda de pagode e dar a bunda.
Ah, esqueci de falar que sou agnóstico… e como isso pesa mal pro meu lado. O singelo fato de duvidar (eu disse DUVIDAR, NÃO é NEGAR) da existência de um ser superior e de seguir seus “conceitos”. Nesta sociedade você precisa obrigatoriamente ter uma religião, apesar de estar bem expresso na nossas constituições federais que nosso Barazil varonil é um estado laico, e que o fato de você não seguir nenhuma doutrina te faz um excluído por opção, um indigente digno de vala comum.
Por exemplo, uma conhecida minha descobriu que eu era agnóstico e ela é uma participante de um de tantos grupos de jovens católicos que tem por aí. Ela já me convidou uma vez para ir “conhecer” o grupo mas eu recusei prontamente. Eu achava que isso acabaria e continuaríamos a ser amigos, cada um como o seu estilo e doutrina. O tempo foi passando e ela se embebia cada vez mais na piscina sem fim da mitologia católica, tanto que ela voltou a oferecer o convite e a insistir toda vez que eu dizia não. Ela se via como uma libertadora, falando de suas experiências extra-sensoriais, de relatos de outros iguais a ela e da maravilha que era “servir ao senhor”. Mas eu a via como uma pastora de ovelhas levando os ingênuos cordeiros para o matadouro (que no meu ver seria a perda da livre expressão, do tão dito livre arbítrio).
(Eu sei que ela vai ler este texto e vai odiá-lo, assim como o autor deste. Mas não me importo, prefiro perder uma amizade a perder minha ideologia, pois amizades você ganha, perde e, talvez, reconquiste; as ideologias não.)
Voltando ao contexto original, o mais escroto desta maldita sociedade não é somente o fato de você, em qualquer coisa, ser “A” ou “B”. Ela ainda que “A” seja diferente de “B” e que “A” odeie “B”. Mais parece aqueles bailes funk antigos (antigo mesmo, coisa da favela mesmo, não era essa coisa tão divulgada, tão próxima das camadas sociais mais altas) que soltavam logo o grito “uh é lado A, lado B é inimigo!”. Quantos não já sofreram ou até morreram por não ser parte da maioria? Quantas pessoas foram destaratadas por serem pobres, homossexuais, por gostar de um estilo de música, por torcer por um time que goste. Quantas discussões, brigas e até guerras já não foram feitas por que o outro é judeu, muçulmano, afro, agnóstico ou ateu? Ser católico é quase uma obrigação, como se não você não for “deus castiga”?
Sempre odiei as formas de religião, seja o catolicismo e suas formas forçadas de fazer as pobres crianças
serem cristãs sem questionar e adorar seus inúmeros ícones, só para agradar os pais/avós babões. Os protestantes (em especial os neo-pentecostais) que entregam deus em domicílio e que transformam seres humanos em gado, que muge alto quando está perto de quem não é dos seus. Os judeus e sua atitude de “coitadinhos” para justificar barabaridades bélicas e os islâmicos (os fanáticos) que se matam apenas para satisfazer seus líderes sedentos de poder.
Como disse há tempos atrás André Dahmer, no site Malvados: “Eu queria ter um deus em que eu não sentisse medo”.
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Ando melancólico demais, não acham? Vou ver se a partir de amanhã eu coloco coisas mais alegres aqui nesta bagaça. Mas para deixar mais confortável, fica aí o clipe, ao vivo da música que entitula este post.
Ciao!
Segunda-feira.
A notícia passa desapercebida pela mídia televisiva, porém a internérdica espalhava para os quatro cantos esta notícia: A NASA (agência aeroespacial norte-americana, aquela que manda a galera pro espaço, sabe?) disse que faria um anúncio bombástico para a quarta-feira. Foi dada a largada para o ciclo de especulações e conspirações que só a internet pode oferecer.
Terça-feira.
Os fóruns estão em polvorosos! As mais loucas teorias são criadas para tentar prever o anúncio. E por falar em prever, já foram atrás de Nostradamus, para ver se já tinha uma previsão para o fim do mundo (em que já errou duas vezes) que seria no fim do calendário Maia, onde um planeta que surgiu no choque de um grande meteoro com a Terra, de onde surgiu a Lua, e que tem uma trajetória semelhante ao do nosso planeta e que, nesta data, passaria tão perto de nós que inverteria a polaridade e, no final, foderia tudo.
Ou seja: minhas crianças, parem de usar drogas. Há outras maneiras de terem sensações extra-sensoriais, como aquela música psicodélica, seja dos anos 70 ou do século XXI.
Quarta-feira.
O dia bucólico chegou. Será que nem os filmes “Impacto Profundo” ou “Armaggedon”, com som ao fundo de Aerosmith e saber que não irei comer a Liv Tyler? Que cruel!

Don’t wanna close my eyes… I don’t wanna fall asleep… ‘Coz i’d miss you baby… And I don’t wanna miss a thing!!!
E então, sai o cominicado. A sensação de “puta que pariu, era só esta besteira?” pairou sobre a cabeça de 99% dos que leram ou tiveram o trabalho de assistir o streaming lá da TV NASA (eu NÃO tive o desprazer de de me submeter a assistir isto). A tal revelação bombástica pode ser reduzida a esta imagem:

Isto, meus filhos, é uma supernova. Astrônomos entraram em êxtase por ser o primeiro registro de tal evento na história da instituição (porra, a NASA tem uns 60 anos e o universo… tem pouca coisa, só uns 15 bilhões. “Coisa jovial“, diria meu antigo professor J. A. Lemenhe). Mas você, que não entende porra nenhuma de astronomia, viu isso como uma grande futilidade. Para quê fizeram tanto alarde por uma estrela que pipocou? Enfiem esta estrela no cu, astrônomos de merda. Armaram a tenda para uma apocalipse mas só mostraram um show pirotécnico com fogos-canhão comprados em um cruzamento!
E amanhã virá a quinta-feira, mais um dia como outro qualquer. Sem supernova, Nostradamus, calendário Maia, inversão de polaridade, Armaggedon, Aerosmith e, infelizmente, sem Liv Tyler.
Pelo menos me sobra a opção de oferecer uma “dedicatória” para ela.
- Mamãe, eu vou ser piloto de Fórmula 1 quando crescer!
- Deixe de frescura, moleque! Vá arrumar uma mulher que é melhor!

(Na foto, Jenson Button, piloto titular da equipe Honda de F1. Mas quem se importa por ele?)
É bem melhor do que ficar estudando para provas na segunda-feira, não acham?
Maldito seja a pessoa, animal ou alma que inventou a fofoca, a mídia mais eficiente, porém a destruidora de todas. Este hábito interiorano, que deveria ter sido extinto junto com o namoro de banco de praça (agora se namora transa selvageiramente nos becos escuros) e as procissões semanais (cansaram de levar o aldor puta-que-parilmente pesado. Agora é só uma vez por ano, e olhe lá!), que foi importado para os ares metropolitanos e, até hoje, faz estragos por onde passa: ora seja acabando com namoros, casamentos e amizades, ora provocando brigas que evoluem até assassinatos e chacinas!
Eu fui para uma festa em um rodízio e depois em um bar. Esta informação foi deveras importante para sua vida? Provocou indignação? Alterou seu ciclo mestrual ou “brochou”? Esta revelação alterou o eixo do planeta Terra o suficiente para provocar o degelo de uma calota antártica que provocou uma alteração no clima causando furacões e tempestades em todo hemisfério sul? Para os seres considerados racionais, a resposta automática seria “definivamente não!”. Mas tem gente que se interessa na história alheia, não se importando
com o que isso pode causar no agente passivo da ação.
A fofoca está na cultura e na mídia, desde aquela conversa na calçada da mamãezinha indignada que o filho fica trancado no quarto por horas ou leva umas “piriguetes” para atividades saudáveis para a mente e o corpo (o que é algo muito importante para o crescimento (literalmente) e para as relações sociais (leia-se: respeito entre os seus.)), até comentar sobre um assassinato de uma criança jogada de um prédio em São Paulo.
[OFF TOPIC] Aliás, esse assunto já deu no saco. A menina já foi enterrada a mais de um mês e o assunto é vigente em toda a mídia impressa, televisiva e digital. Chegou até dois casos ridículos: Primeiro a transmissão, ininterrupta, durante algo em torno de oito horas, a reconstituição do caso. O que leva alguém ficar colado na TV vendo peritos a um quilômetro de distância apurando fatos? Alguém explica? Segundo foi a prisão daquele casal acusado, interrompendo um jogo, do Flamengo, pela Libertadores da América. Os milhões de “justiceiros” acéfalos que viram isto devem ter ficado empolvorosos, mas depois voltaram a vida real, enfiando o dedo no cu e cheirando, como fazem normalmente. Isso, continuem assitindo a Sônia Abrãao, macaquinhos![/OFF TOPIC]
O foda que os fofoqueiros acham este maldito hábito a coisa mais normal do mundo, tanto quanto estuprar crianças no sertão nordestino e não ser descoberto. Minha mãe é um exemplar desta raça nojenta. Ela passa seu tempo livre fazendo ligações para as suas irmãs, contando da sua vida e, principalmente, as dos outros. Ela ficou doente, ela conta; chutou o dedinho mindinho do pé na quina da parede, ela conta; Soltou um peido tão fedorento que nem a dona aguentou, ela já espalha e com detalhes! Sabe o post anterior (este logo abaixo) em que conto sobre o meu emprego/estágio? Foi questão de pouco menos de 12 horasde até aquela tia que mal fala comigo “me parabenizar” pelo trabalho! “Que porra de rede integrada é essa?”, pensei com
os meus neurônios, totalmente indignado.
Sabe aquele papo do rodízio-para-o-bar? Eu, sem querer, por causa da minha leve embriaguez, vazei a informação do local em que eu fui. No dia seguinte já era o assunto da ata do almoço na família. A garota (minha prima) que estava comigo ficou muito puta da vida e, por isso, tomei no cu “dicumforça”, o que acendeu chama saiyadjin dentro do meu ser para tentar levemente esganar aquela linguaruda disfarçada de mãe. Depois de uma briga de foice daquelas eu largo a pergunta aos berros:
- Mas por que caralhos você fica contando coisas da minha vida para os outros, porra?
- O que é que tem? Algum problema?
Só não enfiei meus dedos na cara dela por que eu tenho meus princípois morais, mas a vontade foi muito grande. Como ela tem audácia pra fazer algo errado e achar isso tão certo e normal?
Pior é quando fazem fofoca “telefone-sem-fio”, que confundem a informação original, tranformando em outra totalmente diferente e, claro, mais degradativa. Uma vez quase foi considerado um tarado incestuoso, por insinuar que eu tinha dito que queria comer (no sentido mais abrangente ao sexo oposto) a minha prima. Eu fiquei mal visto por muita gente, especialmente aquela velha ranzinza da avó dela, com aquela cara de cão chpando manga. Até eu esclarecer aquela porra toda foi ruim demais, e até hoje ainda reparo algumas coisas mal lapidadas daquela época.
Pensem muito antes de contar algo da sua vida a alguém. Talvez seja mais tarde “aquele babado fortíssimo” ou o carro-chefe do papo de calçada do dia, e ser o assunto não é, definitivamente, a melhor coisa para alguém. E sobre os fofoqueiros em geral, como diria o genial Nigel Goodman, FODAM-SE, SEUS MERDAS!
Amém.
Arrumei um emprego. Melhor dizendo, um estágio, e na minha área de atuação, sem intermediários ou baboseiras do tipo. Isto era para ser a coisa mais simples, se não fosse pelos meus pais, bando de fofoqueiros filhos da puta, que estouraram esta informação pelo resto da família. Passam os dias e, em toda concentração familiar em que tenho o desprazer de estar, sempre tem aquela perguntinha:
- Você está gostando do seu trabalho?
Eu já perdi a conta de quantas vezes chegaram a mim com esta singela pergunta. Às vezes eu respondia de forma mentirosa para “o bem da humanidade”, como “tô achando ótimo” ou “é legal, interessante e talz…”; mas tem hora que você já não aguenta e o soro da verdade que rasga suas veias faz que responda aquela pergunta com outra pergunta:
- E você gosta do seu?
Ao que parece, as pessoas tentam mostrar aos novatos que trabalhar é algo fantástico, que, como o ditado diz, enobrece o homem. Aí, no primeiro dia, já é perceptível que não é bem assim. Desde que comecei, há mais de um mês, sofri muito para me adaptar ao moderno mercado de trabalho, ter que me adaptar a novos horários, cumprir prazos para entrega de projetos, suprimindo os da faculdade, sofrer para pegar condução lotada (já que um carro é um sonho muito distante para mim), enfrentar as intenpéries da natureza… enfim, a sua vida deixa de ser fácil.
Mas sempre vem algum puto para dizer que há algo bom nisso tudo. E realmente tem. O salário mensal meio que te recompensa por toda a merda que você passou, ou não. Por estagiar eu recebo um valor X por hora, o que obriga que, se eu faltar, a perder uma fração desta soma. E este dinheiro é super importante por que não só cobre os meus gastos bestas (como comida, futilidades, acessórios de informática) como os gastos essenciais, como o transporte, já que, desde que eu disse que consegui a oportunidade de estágio, meus pais deram sua sentença de abandono, do tipo “te vira, seu porra. agora você vais sentir o que nós sentimos durante todos estes anos te criando.”
Aliás, esta atitude dos meus pais foi a maior porrada sentimental que já levei há tempos. Especificamente minha mãe que virou um urubu ao redor da minha carcaça louca para tirar meu precioso tesouro de mim. Ela me regra perguntando que horas eu chego ou saio do trampo e como é meu ritmo de trabalho… nem meu chefe faz isso! Ela levou muito a sério o papo reto do meu pai ao dizer, para mim, com aquela voz de “baixe suas orelhas e escute, seu merda!” que “quando você for rico puder se sustentar, dê um pouco o que você tem para ajudar a sua pobre mãezinha…”.
O mais estranho é que, mesmo depois de receber meu pacotinho de sal (não entendeu? Clique aqui.), eu ainda não gastei nenhum centavo (exceto aquilo em que eu já devia do mês anterior) daquilo que eu ganhei. É isso que chamam do valor social do dinehiro, aquele que aquela nota de dez reais que você ganhou do seu pai/mãe é muito menos importante aque quele em que você foi explorado por seus serviços? São tantas sensações novas que, por um momento bate uma tristeza da sua infância (e lembra daquilo do que os velhos chatos te diziam nesta época, para não perder a infância/adolescência) e da liberdade que ela oferecia…
E, enquanto escrevo, minhas pernas doem depois de um dia cansativo de trabalho, e não há ninguém a quem eu possa pedir uma massagem nos pés, ou simpesmente um carinho para dormir. Foda é pensar que amanhã tem mais. E na semana que vem, no mês que vem…
Um post para duas coisas distintas sobre este dia:
1) Ainda querem que considerem o Brasil um país sério. No mundo inteiro este dia 1º de maio significa lembrar aqueles que morreram pelos direitos dos trabalhadores e, por isso, protestam por melhores condições, que nem seus antecessores. E estão corretíssimos. Mas no nosso barazil varonil-nil o que se tem: festa! Shows e muitos sorteios para atrair o gado burro e desinformado, que fica contente em contribuir para sindicatos que já se corromperam a eras.
Este é o trabalhador brasileiro: menos humano e mais asno. Gosta de trabalhar por pouco.
2) Ninguém no alto escalão da mídia (a esportiva, especificamente) não fez nenhuma citação ao dia de hoje. Se você, jovem crescido à base de leite com nescau, com menos de 16 anos, não faz idéia do sentimento de profunda tristeza no dia 1º de maio de 1994…
Um dos dias mais tristes da história barsileira completou 14 anos hoje. A morte trágica de Ayrton Senna causou uma dor tão forte que nem a conquista da Copa do Mundo pela seleção brasileira, meses depois deste fato, fechou por completo esta ferida. Para quem vivenciou esta data , principalmente os fãs de Fórmula 1 que viram o “fim-de-semana negro” de Ímola, foi um dia terrível.
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Sem mais por hoje, crianças. Sem mais.
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