15
Jun
08

Matuto cosmopolita

Já que é época junina, tempo de arraiás, comidas típicas, a galera vestida de matutos… matutos? Na verdade é apenas uma foram de assumir a sua verdadeira forma, comparável a uma bichinha vestir roupas de mulher e virar uma cross-dresser.

Você acha que morar na cidade é sinônimo de gente moderna, descolada? Que tem mais educação do que aqueles jeca-tatus do interiorrrr (com aquele sotaque carregado)? Bem… não é bem isso o que acontece na realidade?

Morar nesta cidade de merda evidencia o passado interiorano de cerca de 70% de seus residentes. Se você mora nesta cidade, deve conhecer um bocado de amigos ou conhecidos que tem parentes próximos que vieram das tantas cidades distantes da grande metrópole. Tanto que em época de eleições municipais a capital fica bem mais vazia do povão que vão votar em seus “domicílios eleitorais”.

Bem que podiam ficar lá para sempre, não é?

Por que os hábitos que a matutada trouxe para a vida citadina foram devastadores. Esta cidade poderia ser bem melhor sem estas pessoas burras, amorais e acéfalas. Quer que eu diga as merdas que eles trouxeram?

Então vamos lá:

Cuspir no chão: Imagine só: você está andando na rua tranqüilamente e, vindo na sua direção, algum puto qualquer. Eis que este cara dá aquela puxada de ar, vindo com ela uma carga considerável de muco, e este vindo de um pulmão escuro e tuberculoso. Puxa a porra toda para a garganta, soltando aquele som inconfundível e com a força que resta, cospe a catarrada. A massa meio esverdeada, meio amarela é atirada a poucos de metros de você. Sentiu nojo? Agora imagine várias pessoas fazendo o mesmo, soltando escarradas dentro de carros, ônibus, táxis ou até dentro de casa! Êta povo porco e sem noção!

Falta de etiqueta: Hora do “rush”, ônibus lotado. Então sobe no veículo aquele tiozão, provavelmente um mecânico ou um feirante, gordo e cheio de “pizza no sovaco”, bem fedorenta por sinal, com a camisa desabotoada até o quinto botão, mostrando a sua floresta amazônica devastada. E ele vai avançando, dando aquela fungada para que o catarro não desça o nariz, força o espaço mínimo do ônibus para soltar aquela cusparada (ou gusparada, para os sulistas) pra fora e, dependendo do senso de putaria, aproveita as curvas e freadas é dá as famosas “pinadas” nas mulheres com aqueles bundas salientes (e provocantes).

Fora isso tudo, junte a falta de sensação de que o próprio ocupa espaço no veículo. Não respeita os limites da física e comprime contra as malditas barras metálicas, com sua barriga de cerveja reforçada com poliuretano, os pobres corpos cansados de tanto trabalho. Alívio maior quando o puto sai, sem antes testar a suspensão do ônibus, dando aquela balançada lateral no veículo. O foda, no final das contas é que o fedor fica e faz o resto da viagem ser tão ruim como começou.

Sentar na calçada: Isso nos bairros mais chiques você não vê mais, mas quanto mais se afasta do centro econômico, mais isso fica explícito. Quem nunca viu ou sentou junto com a família ou os amigos na calçada? Mas, como tudo na vida, tem o lado bom e o ruim: O bom é que, arquitetonicamente falando, a rua ganha “olhos” e deixa de ser “cega”, que é o grande problema das cidades brasileiras. O ruim? O que é que as velhas mais fazem enquanto estão sentadas nas calçadas? Fazer comentários da vida alheia, a tão maldita e abominável fofoca.

Frente de ônibus: Nessas horas que eu odeio ser pobre (pobre o suficiente para não ter um carro). Já não basta pegar o ônibus com todo o tipo de gente, que nem o que eu falei aí em cima, fora ter que ouvir (caso não tenha um santo mp3 player em mãos) aquelas músicas-lixo nos alto-falantes. Pior do que tudo isso é ter que abrir caminho entre aquele monte de velhos que estão perdidos querendo só saber “onde é que fica a parada da receita federal” e, por causa deles você tem que descer vinte quarteirões depois, depois de levar uma bronca por causa da sua mochila que deslocou a sétima vértebra de um puto velho. Pode perceber que todos os ônibus são levemente pendentes pra a dianteira, por que nenhum destes matutos podem ficar distribuídos na porra da condução. Gente burra do caralho.

Botecos: Não é aqueles mercadinhos que vendem de tudo um pouco ou aqueles barzinhos dignos em bairros nobres. É boteco mesmo, fedido, que só tem álcool nas prateleiras, desde as cachaças, seja ypióca, sapupara ou douradinha, até chegar nos velhos barreiros, 51’s ou o etílico 96%, para limpar os balcões de madeira cheios de vômito dos tantos bêbados. Na radiola, só música brega e arrastada, falando da dor de ser corno e daquela vadia que foi embora. E se tem mulher é pior ainda, já que, como já dissera um dos meus professores, “aquilo não é mulher, nem deve ser considerado como gente”. Resumindo: a mais baixa condição humana que existe. Herança do interior cachaceiro, adaptado e fodido pela cidade grande.

Pee on the street: Tão nojento e repudiável do que as dondocas levarem seus “poodles” e “bassets” para passear, deixarem aqueles cães filhos da puta cagarem nas calçadas e não recolher a merda, deixando como ímãs para os sapatos dos distraídos, é aquela mãe – indigna do título de “mãe” – com a sua leva de sete filhos quando um começa a cafungar e gritar: “Mamãe, eu quero fazer xixi!!!”.

Vendo que ninguém vai deixar entrar o pivete no banheiro (respeitando uma velha máxima capitalista, onde “quem não consome, não tem direito a nada”), a mãe, desprovida de qualquer senso de pudor abaixa as calças do garoto e diz: “Faz aí no muro mesmo, satanás!”. E lá vai o pivete mijando o muro, para nojo da maioria e a alegria de um viados pedófilos imaginando “mas que piroquinha bonitinha…” [/Costinha]. E se você, leitor, disser “ah, mas é só uma criança…”, lembre-se que estas crianças crescem e continuam mijando nos muros, de preferência, nas ruas em época de carnaval e nos estádios (ou você achava que aquela diferença de nuance à meia-altura de cores da parede era algo projetado, hein?).

Bem, é isso. Meu ódio declarado aos jecas foi declarado e posto em parágrafos (dá até para fazer um código, imagine). Pena que isso jamais será extinto, pois cada vez mais vez matutos para a capitarrr e os filhos destes vão gostando do cheiro de bosta de cavalo das terras natais de seus pais.

E se eu vou “pular fogueira”? Nada. Tõ mais para levar um rojão na cara nestas próximas semanas. E eu sei que vou me queimar nessa…


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  • @individuotipo essa não conta, cara. 5 hours ago
  • os anos passam fáceis. por que se "hoje é um novo dia de um novo tempo que começou", amanhã será de "lá vou eu, lá... vou... eu!!!" #vdm 8 hours ago
  • e mais um recorde negativo para a minha lista: é o terceiro ano seguido que eu fico sem receber uma mensagem de natal sequer. 8 hours ago
  • se papai noel existisse, ele me daria uma bomba atômica para limpar esta cidade de merda onde estou do mapa. 8 hours ago
  • aqui tá tão quente, mas tão quente, que quando chove as gotas de água se evaporam antes de chegar ao chão. 13 hours ago
  • e que lindo foi o papa sendo derrubado. aquela cena me fez abrir um sorriso pleno! 15 hours ago
  • quando alguém se sacrifica por algo, você literalmente "dá o sangue". no meu caso as muriçocas entenderam o recado. 15 hours ago

 

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