Arquivo para a categoria 'Estupidez Humana'

21
Set
08

Fast ones

Dia de domingo e passagem mais barata combinadas não produzem resultados saudáveis. Ir em um ônibus lotado de farofeiros é castigo, principalmente me ouvir este tipo de diálogo:

- Se segura, muié!

- Mas aonde, hômi?

- Segura no meu pau!

Isso em voz alta em pleno ônibus lotado. Quando todo mundo olha para eles, ele completa:

- …no pau aqui do ônibus. Não vai pensar besteira!

Ninguém pensou, cara. Ninguém.

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E na parada de ônibus, tinha uma mulher do meu lado com uns trinta anos, mas com 25% disso de idade mental. Enquanto eu esperava a condução, lá vai ela pro asfalto, aos berros e acenando feito uma louca:

- Ei, DIRIGIDOR! Pára o ônibus!!!

Vergonha alheia em nível máximo.

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Desculpas a toda a galera que lê este blog, mas a frequência de atualizações vai ser bem pequena. A vida de estudante e estágiário tomaram meu precioso tempo. Mas sempre que eu puder eu venho aqui. Ciao!

18
Ago
08

Post 85

RBD anuncia separação e turnê de despedida.

Agora sim o mundo vai pra frente.

Amém!

10
Ago
08

Infantilidades geriátricas

Seres de meia-idade, ou “quase velhos” se preferir, são todos igauis em um ponto: na arte de encabular os mais jovens. Não podem ver um garoto e uma garota, que sejam de famílias diferentes (ou não), em um mesmo ambiente, que já começam com os “casamentos arrumados”.

O caso de hoje foi em um típico dia dos pais, em que eu, este blogueiro de merda intrépido, vai à casa de seu pai para as cordialidades em que o dia há de mostrar. Seria a programação mais simples: ir à casa, dar os parabéns ao genitor, almoçar algum prato especial com toda as boas intenções mas sem uma mínima originalidade (leia-se lasanha) e depois cair fora. Tarefa simples, não é?

Era, se não fossem os convidados. Eram apenas dois, ou melhor, duas. Era uma amiga da atual mulher de meu pai somada a sua filha. E o velho todo serelepe (gíria tão idosa quanto ele) querendo que eu me “roçasse” para cima dela:

- Mas oooooooollllllhaaaaaaaaaaaaaaa… Yu, olha que belezinha este pitéu (ai, meu pâncreas!), rapaz!

Em uma rápida olhada de dois segundos fiz uma análise: ela é tipo o que chamam de “raimunda”, não tem um rosto bonito (mas também não é um dragão chinês) mas tem um corpo curvilíneo e violeiro. O que mais se notava eram o tamanho desproporcional dos seios em relação ao corpo, tanto que ela usava aqueles sutiãs de alça larga, para gestantes. Mas o que me chamou atenção mesmo foram o número de arranhões e cicatrizes nos ombros e costas visíveis. Ao que me parece, esta garota com seus 20 e poucos anos deve ter “dado” na sua primeira vez em um muro de chapisco de cimento ou em uma cerca de arame farpado, aos berros gritando “ohhhh yes, this is jackass!”.

Enfim, voltando à linha narrativa inicial: Enquanto meu pai fica virando copo atrás de copo de cerva, eu vou me deliciar no tira-gosto. Eis que ele solta mais uma dele:

- Ei, Yu. Você não acha este filézinho (ouch!) uma delicía? Por que você não vai dar umas bitocas (too old!) nela?

Vendo o meu silêncio e minha cara toda rubra, ele completa:

- Não liga não, minha querida. Ele é só meio encabulado…

E eu começo a pensar: Quem é a criança da história? O jovem que não quer virar mais um mané, apesar que poderia pegar uma garota? Ou seria o pai que só quer exibir que seu filho é o macho pegador, que pega qualquer uma que veja pela frente, só para massager seu ego?

Ainda vai chegar o dia que ele vai ouvir umas verdades. Não sou, nunca fui e jamais serei gay, mas São Jorge também não. Eu não posso decepcionar a minha linhagem!

15
Jun
08

Matuto cosmopolita

Já que é época junina, tempo de arraiás, comidas típicas, a galera vestida de matutos… matutos? Na verdade é apenas uma foram de assumir a sua verdadeira forma, comparável a uma bichinha vestir roupas de mulher e virar uma cross-dresser.

Você acha que morar na cidade é sinônimo de gente moderna, descolada? Que tem mais educação do que aqueles jeca-tatus do interiorrrr (com aquele sotaque carregado)? Bem… não é bem isso o que acontece na realidade?

Morar nesta cidade de merda evidencia o passado interiorano de cerca de 70% de seus residentes. Se você mora nesta cidade, deve conhecer um bocado de amigos ou conhecidos que tem parentes próximos que vieram das tantas cidades distantes da grande metrópole. Tanto que em época de eleições municipais a capital fica bem mais vazia do povão que vão votar em seus “domicílios eleitorais”.

Bem que podiam ficar lá para sempre, não é?

Por que os hábitos que a matutada trouxe para a vida citadina foram devastadores. Esta cidade poderia ser bem melhor sem estas pessoas burras, amorais e acéfalas. Quer que eu diga as merdas que eles trouxeram?

Então vamos lá:

Cuspir no chão: Imagine só: você está andando na rua tranqüilamente e, vindo na sua direção, algum puto qualquer. Eis que este cara dá aquela puxada de ar, vindo com ela uma carga considerável de muco, e este vindo de um pulmão escuro e tuberculoso. Puxa a porra toda para a garganta, soltando aquele som inconfundível e com a força que resta, cospe a catarrada. A massa meio esverdeada, meio amarela é atirada a poucos de metros de você. Sentiu nojo? Agora imagine várias pessoas fazendo o mesmo, soltando escarradas dentro de carros, ônibus, táxis ou até dentro de casa! Êta povo porco e sem noção!

Falta de etiqueta: Hora do “rush”, ônibus lotado. Então sobe no veículo aquele tiozão, provavelmente um mecânico ou um feirante, gordo e cheio de “pizza no sovaco”, bem fedorenta por sinal, com a camisa desabotoada até o quinto botão, mostrando a sua floresta amazônica devastada. E ele vai avançando, dando aquela fungada para que o catarro não desça o nariz, força o espaço mínimo do ônibus para soltar aquela cusparada (ou gusparada, para os sulistas) pra fora e, dependendo do senso de putaria, aproveita as curvas e freadas é dá as famosas “pinadas” nas mulheres com aqueles bundas salientes (e provocantes).

Fora isso tudo, junte a falta de sensação de que o próprio ocupa espaço no veículo. Não respeita os limites da física e comprime contra as malditas barras metálicas, com sua barriga de cerveja reforçada com poliuretano, os pobres corpos cansados de tanto trabalho. Alívio maior quando o puto sai, sem antes testar a suspensão do ônibus, dando aquela balançada lateral no veículo. O foda, no final das contas é que o fedor fica e faz o resto da viagem ser tão ruim como começou.

Sentar na calçada: Isso nos bairros mais chiques você não vê mais, mas quanto mais se afasta do centro econômico, mais isso fica explícito. Quem nunca viu ou sentou junto com a família ou os amigos na calçada? Mas, como tudo na vida, tem o lado bom e o ruim: O bom é que, arquitetonicamente falando, a rua ganha “olhos” e deixa de ser “cega”, que é o grande problema das cidades brasileiras. O ruim? O que é que as velhas mais fazem enquanto estão sentadas nas calçadas? Fazer comentários da vida alheia, a tão maldita e abominável fofoca.

Frente de ônibus: Nessas horas que eu odeio ser pobre (pobre o suficiente para não ter um carro). Já não basta pegar o ônibus com todo o tipo de gente, que nem o que eu falei aí em cima, fora ter que ouvir (caso não tenha um santo mp3 player em mãos) aquelas músicas-lixo nos alto-falantes. Pior do que tudo isso é ter que abrir caminho entre aquele monte de velhos que estão perdidos querendo só saber “onde é que fica a parada da receita federal” e, por causa deles você tem que descer vinte quarteirões depois, depois de levar uma bronca por causa da sua mochila que deslocou a sétima vértebra de um puto velho. Pode perceber que todos os ônibus são levemente pendentes pra a dianteira, por que nenhum destes matutos podem ficar distribuídos na porra da condução. Gente burra do caralho.

Botecos: Não é aqueles mercadinhos que vendem de tudo um pouco ou aqueles barzinhos dignos em bairros nobres. É boteco mesmo, fedido, que só tem álcool nas prateleiras, desde as cachaças, seja ypióca, sapupara ou douradinha, até chegar nos velhos barreiros, 51’s ou o etílico 96%, para limpar os balcões de madeira cheios de vômito dos tantos bêbados. Na radiola, só música brega e arrastada, falando da dor de ser corno e daquela vadia que foi embora. E se tem mulher é pior ainda, já que, como já dissera um dos meus professores, “aquilo não é mulher, nem deve ser considerado como gente”. Resumindo: a mais baixa condição humana que existe. Herança do interior cachaceiro, adaptado e fodido pela cidade grande.

Pee on the street: Tão nojento e repudiável do que as dondocas levarem seus “poodles” e “bassets” para passear, deixarem aqueles cães filhos da puta cagarem nas calçadas e não recolher a merda, deixando como ímãs para os sapatos dos distraídos, é aquela mãe – indigna do título de “mãe” – com a sua leva de sete filhos quando um começa a cafungar e gritar: “Mamãe, eu quero fazer xixi!!!”.

Vendo que ninguém vai deixar entrar o pivete no banheiro (respeitando uma velha máxima capitalista, onde “quem não consome, não tem direito a nada”), a mãe, desprovida de qualquer senso de pudor abaixa as calças do garoto e diz: “Faz aí no muro mesmo, satanás!”. E lá vai o pivete mijando o muro, para nojo da maioria e a alegria de um viados pedófilos imaginando “mas que piroquinha bonitinha…” [/Costinha]. E se você, leitor, disser “ah, mas é só uma criança…”, lembre-se que estas crianças crescem e continuam mijando nos muros, de preferência, nas ruas em época de carnaval e nos estádios (ou você achava que aquela diferença de nuance à meia-altura de cores da parede era algo projetado, hein?).

Bem, é isso. Meu ódio declarado aos jecas foi declarado e posto em parágrafos (dá até para fazer um código, imagine). Pena que isso jamais será extinto, pois cada vez mais vez matutos para a capitarrr e os filhos destes vão gostando do cheiro de bosta de cavalo das terras natais de seus pais.

E se eu vou “pular fogueira”? Nada. Tõ mais para levar um rojão na cara nestas próximas semanas. E eu sei que vou me queimar nessa…

12
Jun
08

Não chora, não chora, não chora…

Uma imagem vale mais do que mil palavras…

23
Mai
08

Uma boa e uma má

Primeiro, a boa:

(huhhhhhh… delícia!)

Agora, a má:

“Após a vinda do roqueiro Ozzy Osbourne ao Brasil, com shows em São Paulo e Rio de Janeiro, o cantor Latino anunciou que irá gravar uma versão de um grande sucesso do ex-vocalista do Black Sabbath. A música escolhida foi Crazy Train, que ganhará letras em português. Segundo informações de seu agente, o novo título da música será Trem da Orgia, seguindo a linha irreverente que levou Latino ao estrelato. O cantor teria dito que quer angariar fãs entre os metaleiros. Informou-se também que as negociações para concessão dos direitos de gravação já foram concluídas. (Fonte: 4nmusicnews e capetalismo.org)”

Esse Latino, por esta heresia, deveria ser executado com um tiro de calibre 12 à 3 cm do rosto (ou menos, para ver o “botão de flor desabrochar”), ser empalado com um espeto ferro quente e imolado. E o que restar dele ser enterrado e colocado sal e amônio para não nascer mais nada. Por que só um FILHO DA PUTA deste tipo poderia zombar com a cara da nação metaleira no mundo.

Para os mais pacíficos ou não-xiitas, tentem, pelo menos, que o Ozzy não conceda a permissão de regravação! Eu não quero passar o próximo carnaval com o “gado” fazendo trenzinho.

E vida longa ao verdadeiro metal!

17
Mai
08

Under Pressure

Não basta a sua mãe ter o trabalho de ter te posto no mundo, nem aquilo que você teve que vivenciar durante todos os seus anos de vida, de estudo, de vitórias e derrotas, de amor e ódio, de dias ensolarados e chuvosos; nem basta ter que ser algo perante a esta sociedade, esta máquina autônoma e descontrolada.

O que parece mais importante é: “Você já se encaixou em algo? Você faz parte de algo?”

Não é importante para esta máquina sanguinolenta o que você aprendeu na escola ou as coisas sensoriais que você recebe, e sim a que “tribo”, “partido” ou “rebanho” faz parte. E, o mais importante, se você faz parte da maioria, por que, se não, já será considerado como algo subversivo, algo que as crianças não devem nem ver ou sequer ouvir.

Tomarei o meu caso: Sou um estudante, sou inteligente (mas nem tanto), gosto de informática, ouço rock “pesado”, gosto de mulher e sou um cara pacato e caseiro. Isso é a visão ideal e prolixa de uma definição pessoal. A sociedade, tão carnificenta e sedenta de sangue, já dá os famosos rótulos, pré-conceitos por vaolres já tão deturpados. Resumindo, aquela definição anterior poderia ser dita simplesmente por “ele é um mané, CDF, nerd, roqueiro (metaleiro ou dorme-sujo), tarado (galinha, cafageste e, principalmente, punheteiro) e “cabaço“. Pejorativo demais, não é? Mas é assim que sou visto pelos outros, já como forma de selecionar o “trigo do joio”.

Será que esta sociedade não entende que não é bem assim? Sou estudante e inteligente, por que eu estudei muito e, para quem não nasceu em berço de ouro, é a forma mais possível de uma ascensão social, gosto de informática e games, mas eu também tenho que jogar na vida real (ou você acha que se perder sua “barra de vida” vai aparecer uma tela de “continue”?). Só por que curto heavy metal eu não posso ser considerado somente um metaleiro, já que meus outros gostos musicais (música eletrônica, rock anos 60 e 70 e música clássica) ficariam de fora? E, porra, eu gosto de mulher, oras! Melhor ser mulherengo do que virar bicha, falar fino, rebolar em banda de pagode e dar a bunda.

Ah, esqueci de falar que sou agnóstico… e como isso pesa mal pro meu lado. O singelo fato de duvidar (eu disse DUVIDAR, NÃO é NEGAR) da existência de um ser superior e de seguir seus “conceitos”. Nesta sociedade você precisa obrigatoriamente ter uma religião, apesar de estar bem expresso na nossas constituições federais que nosso Barazil varonil é um estado laico, e que o fato de você não seguir nenhuma doutrina te faz um excluído por opção, um indigente digno de vala comum.

Por exemplo, uma conhecida minha descobriu que eu era agnóstico e ela é uma participante de um de tantos grupos de jovens católicos que tem por aí. Ela já me convidou uma vez para ir “conhecer” o grupo mas eu recusei prontamente. Eu achava que isso acabaria e continuaríamos a ser amigos, cada um como o seu estilo e doutrina. O tempo foi passando e ela se embebia cada vez mais na piscina sem fim da mitologia católica, tanto que ela voltou a oferecer o convite e a insistir toda vez que eu dizia não. Ela se via como uma libertadora, falando de suas experiências extra-sensoriais, de relatos de outros iguais a ela e da maravilha que era “servir ao senhor”. Mas eu a via como uma pastora de ovelhas levando os ingênuos cordeiros para o matadouro (que no meu ver seria a perda da livre expressão, do tão dito livre arbítrio).

(Eu sei que ela vai ler este texto e vai odiá-lo, assim como o autor deste. Mas não me importo, prefiro perder uma amizade a perder minha ideologia, pois amizades você ganha, perde e, talvez, reconquiste; as ideologias não.)

Voltando ao contexto original, o mais escroto desta maldita sociedade não é somente o fato de você, em qualquer coisa, ser “A” ou “B”. Ela ainda que “A” seja diferente de “B” e que “A” odeie “B”. Mais parece aqueles bailes funk antigos (antigo mesmo, coisa da favela mesmo, não era essa coisa tão divulgada, tão próxima das camadas sociais mais altas) que soltavam logo o grito “uh é lado A, lado B é inimigo!”. Quantos não já sofreram ou até morreram por não ser parte da maioria? Quantas pessoas foram destaratadas por serem pobres, homossexuais, por gostar de um estilo de música, por torcer por um time que goste. Quantas discussões, brigas e até guerras já não foram feitas por que o outro é judeu, muçulmano, afro, agnóstico ou ateu? Ser católico é quase uma obrigação, como se não você não for “deus castiga”?

Sempre odiei as formas de religião, seja o catolicismo e suas formas forçadas de fazer as pobres crianças
serem cristãs sem questionar e adorar seus inúmeros ícones, só para agradar os pais/avós babões. Os protestantes (em especial os neo-pentecostais) que entregam deus em domicílio e que transformam seres humanos em gado, que muge alto quando está perto de quem não é dos seus. Os judeus e sua atitude de “coitadinhos” para justificar barabaridades bélicas e os islâmicos (os fanáticos) que se matam apenas para satisfazer seus líderes sedentos de poder.

Como disse há tempos atrás André Dahmer, no site Malvados: “Eu queria ter um deus em que eu não sentisse medo”.

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Ando melancólico demais, não acham? Vou ver se a partir de amanhã eu coloco coisas mais alegres aqui nesta bagaça. Mas para deixar mais confortável, fica aí o clipe, ao vivo da música que entitula este post.

Ciao!

01
Mai
08

Two things

Um post para duas coisas distintas sobre este dia:

1) Ainda querem que considerem o Brasil um país sério. No mundo inteiro este dia 1º de maio significa lembrar aqueles que morreram pelos direitos dos trabalhadores e, por isso, protestam por melhores condições, que nem seus antecessores. E estão corretíssimos. Mas no nosso barazil varonil-nil o que se tem: festa! Shows e muitos sorteios para atrair o gado burro e desinformado, que fica contente em contribuir para sindicatos que já se corromperam a eras.

Este é o trabalhador brasileiro: menos humano e mais asno. Gosta de trabalhar por pouco.

2) Ninguém no alto escalão da mídia (a esportiva, especificamente) não fez nenhuma citação ao dia de hoje. Se você, jovem crescido à base de leite com nescau, com menos de 16 anos, não faz idéia do sentimento de profunda tristeza no dia 1º de maio de 1994…

Um dos dias mais tristes da história barsileira completou 14 anos hoje. A morte trágica de Ayrton Senna causou uma dor tão forte que nem a conquista da Copa do Mundo pela seleção brasileira, meses depois deste fato, fechou por completo esta ferida. Para quem vivenciou esta data , principalmente os fãs de Fórmula 1 que viram o “fim-de-semana negro” de Ímola, foi um dia terrível.

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Sem mais por hoje, crianças. Sem mais.

15
Abr
08

O babaca do Iphone

Quem neste planeta não queria um aparelho como esse aí de cima? O problema é, na verdade, são os novos e pouquíssimos usuários que pensam que isso é apenas para a fina e escrota arte do exibicionismo.

Dou o exemplo de um cara aqui no meu trampo, dono de uma rede de lojas de confecção, que, em vez de discutir com o meu chefe sobre a porra do projeto e seus percalços, fica mostrando seu Iphone, parecendo uma criança de cinco anos que ganhou seu primeiro boneco de ação.

- Olha só como este bicho é foda, só como um movimento dos dedos ele abre… e fecha… abre… fecha… abre… fecha…

Meu sentimento naquele momento não pode ser ilustrada… aliás, pode sim! Allan Sieber já o fez!

24
Mar
08

O Grande Irmão zela por ti.

Alvoroço no cenário televisivo! O Big Brother Bosta Brasil está chegando a “reta final”, depois de inúmeras semanas e após sucessivos paredões, provas de resistência e altas brigas…

E o que tem a ver este que vos escreve com isso? Nada!

Assito aquela porcaria esporadicamente, diferente da minha mãe, que vive grudada nesta merda. Hoje, que poderia ser uma segunda-feira chata como outra qualquer, é véspera da final do programa (nota do tio Yu: “Amém!”) e, para onde eu vou, é assunto de roda. Nem na tranqüilidade da minha casa eu me livro dos comentários imbecis a respeito do que acontece naquela casa.

Eis que, enquanto saboreava o que sobrou desta páscoa (ou hoje ou amanhã entro em detalhes sobre isso), minha mãe me chama, me faz levantar da minha poltrona para ouvir esta pérola:

- Você já votou na Gyselle?
- Hã?

Il est moi, oxe!

Na minha cabeça, ao som de Pink Floyd, as coisas maquinam: Gyselle who? Aquela meio piauiense, meio francesa, muito gostosa e inteiramente nojentinha? Aquela que fez campanha (bastante sensual, aliás) em vários blogs conhecidos para entrar na maldita casa? Aquela que fez um programa (televisivo, mas se for o convencional não me surpreenderia) onde seduzia homens franceses recém-casados com francesas sem sal, com aquela bunda digna de filmes do Bangbros? E que gravou um clipe irritante, usado por jovens franceses para meios onanísticos?

- Votou ou não?
- Eu não irei votar, não sou idiota de perder meu tempo.
- Mas você TEM que votar na Gyselle!
- Me dê um bom motivo.
- Ela tem que ganhar o milhão, por que ela é nordestina…

Nordestina? Já tá rotulando mediocramente que ela é uma coitadinha, de família sofrida e que comia “calango com tatu peba” na única refeição do dia. Tá bom que o Piauí é um estado fodido, mas não é para tanto!

- Nem venha com essa história. Eu não irei votar, nem fodendo.
- Vai lá, faz ela ganhar o milhão!

Interessante, não é? Milhões votam para que uma pessoa fique rica, mas e depois? Todos eles desligarão a TV e acordarão para um novo dia de trabalho, com um risco de não voltar para casa, ganhando um salário de merda e tudo que compram ficando cada dia mais caro; enquanto o vencedor faz o que todo novo-rico faria: torrar tudo em coisas supérfluas para depois de um tempo ficar ganhando alguns trocados na profissão mais idiota já criada: comentarista de Big Brother!

- Vai votar nela?
- Não, porra! Não!

E eu saio do quarto e volto apara a minha suave poltrona e meus chocolates. O Bial que se foda. A Gyselle também, mas de preferência aqui em casa, e gemendo “baisez-moi, mon homme”.

Ces’t fini.




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