Arquivo para a categoria 'Opinião'

25
Jul
09

Quando dois mundos se colidem

Todo mundo aqui tá cansado de saber qual é a minha preferência musical e das coisas que ela implica. E apenas o fato de gostar de um tipo de música me garante, de maneira pejorativa, ou não, a alcunha de “metaleiro”. E isto se complica por que os metaleiros são minoria em uma terra que o mais importante ir pro forró ou pra micareta, beber até cair – e depois levantar -  e ir, mais tarde, para o ‘vuco-vuco’, também conhecida como ‘trepada em motel barato’. Mas quando há, em algum momento, pelo motivo mais variado, uma união de seres de facções diferentes, de sub-culturas diferentes?

O título deste post diz tudo: “Quando dois mundos se colidem” (When two worlds collide, uma música do Iron Maiden – do pior disco deles, mas é do Iron) ilustram bem uma situação que estou vivendo nos últimos tempos. Sou um exemplo de um mundo dito por tantos como “negro”, os dos metaleiros, que, segundo os mais retardados ortodoxos, ficam doidos de tanto “banguear” a cabeça, cantam músicas satânicas e sacrificam meninas virgens jogando RPG. O que é uma grande mentira, já que eu não faço nada disso – exceto a parte de headbang, por que às vezes me dá uma puta tontura – nem sou um black-metal norueguês que queima igrejas. Eu me visto com roupas normais, apesar que o preto é uma preferência mas tenho outras cores disponíveis, escuto outros tipos de música – erudita, pop-rock, até umas de dance são tragáveis – e frequento locais considerados “celeiros de acéfalos”, também conhecidos como academias de ginástica. E nem fumo e nem uso drogas, como muitos acham ou desconfiam.

Não estou interessado em comprar o abadá da Ivete ou do Chiclete, ou o décimo-quinto show do ano do Aviões. “Mas vai ser em cima de um disco voador…”. Fodam-se todos eles! Prefiro pegar meu dinheiro e “investir” em cerveja e, quando há oportunidade, para ir aquele show único do caralho (como o do Iron Maiden, que ainda irei contar aqui). E ter que sobreviver em um mundo dominado pelas fezes musicais, dominadas por rádios que só querem mais audiência com menos conteúdo, era uma tarefa árdua. Ou você acha que era fácil andar de ônibus e na rádio tocar “na boquinha da garrafa” a todo volume? E ter que suportar a burrice dos ouvintes ao responder questões idiotas tipo:

… valendo uma batedeira, um ferro de passar roupa, um celular pré-pago da ALÔ, uma cafeteira e um vibrador king motumbo size, todos oferecidos pela loja Pintinho do Costinha, onde toda venda é uma piada, pergunta:

Quem descobriu a América? Foi Cristóvão Co…
A) Maminha
B) Acém
C) Filé
D) Lombo
E) Alcatra

“… é… seu moço… eu tô na dúvida entre a cê e a dê, moço…”

É muito escroto isso, não acham? Ainda bem que criaram os mp3 players e iPods da vida, uma salvação mental de um pouco mais de 50 gramas.

Mas o que vem ao caso é quando há um interesse em uma outra pessoa. Interesse sexual, já que o amor é um prenúncio de um desejo vestigial, do macho pela fêmea, pela vontade ancestral que você carrega em seus cromossomos de “comer” alguém. Eu, por exemplo, não sou o seletivo na hora de escolher uma garota para desejar (a não ser que a opção dela por algo seja extremamente escancarado, tipo emos ou cristãos ortodoxos loucos) e, como já disse anteriormente, o “mercado” tá com a balança mais cheia para o lado das que curtem as putarias das casas de forró e axé. Eu estou com este dilema por que no meu convívio pessoal tenho alguns casos de pessoas que vivem mundos opostos, mas que se gostam quando estão em estado neutro.

Às vezes há uma certa passividade, como conhecer o território inimigo (aliás, me lembrem de contar sobre a vez que fui para um show de forró), ouvir algumas coisas – como se não as ouvisse passivamente – e se “enturmar com a galera descolada”. Mas para mim é como estar em um local que não me faz sentir conforto, como não estar com os meus.

E a dificuldade de manter um relacionamento se estabelece, o casal se separa e se afasta, já que os dois não se entendem – a não ser que aquele sentimento cruel chamado “amor” apareça, pregue uma peça nas mentes do casal,e eles se juntem do jeito que der. É isto que eu sinto agora, sentado em frente a um computador comendo biscoito, enquanto as gatinhas (algumas que leem este blog) estão no forrozão, ou na micareta, lugar que tenho asco de ir. Promover o amor em pessoas diferentes, de mundos diferentes, é tão complicado quanto resolver a paz entre árabes e judeus.

Que merda, né?

20
Jul
09

Eu baixo sim e estou vivendo…

Minha mãe fica no meu ouvido direto dizendo “satanás, para de baixar música da internet! você não tá vendo essa galera sendo presa na televisão por negócio de… de…”

- Direitos autorais? – eu completo.

- Sim! Esta buceta aí!

Quer saber? Eu não estou nem ai para esse papo de “direitos autorais”. Afinal isso é só uma desculpa esfarrapada da indústria fonográfica para encherem seus rabos com mais dinheiro, já que o artista ou compositor das músicas ganham dinehiro com shows e cachês variados, não recebendo 10% dos valores de venda de álbuns.

A indústria fonográfica quer que compremos os álbuns das nossas preferências musicais, mas isso fica impossível em um país em que tudo é extremamente taxado (por impostos inúteis e que não tem retorno). Eu, por exemplo, fiz um cálculo básico: A discografia de estúdio do Iron Maiden tem 14 discos de estúdio. Se você for procurar nas lojas, um disco deles custa por volta de R$30-35. Agora, faça as contas: se eu quiser ter toda a discografia, terei que desenbolsar entre 420 e 490 dinheiros!!! É um salário mínimo para ter a discogarfia de apenas UMA banda! Com um preço tão abusivo destes é difícil colaborar.

E já que não tem como comprar um disco, tem que ceder à forma gratuita de música: as rádios. Mas, atualmente, as rádios são uma completa indústria de merda: é “créu, créu, créu“, é “aviões e solanja“, é ivete, claudia leite e o caralho! E quando tinha rádio que tocava um heavy metal, por causa de influência de patrocinador, começou a trocar progressivamente a programação por “axé da ivete” e estas bandinhas emo. Até houve um esforço de colocarem uma rádio somente de rock, mas sucumbiu pela falta de dinheiro, virando mais uma rádio gospel.

Até que alguém teve uma idéia genial. Se antigamente eu pegava meu LP de vinil ou fita K7 ou CD e emprestava para todo mundo ouvir aquela banda foda, por que não digitalizar isso em um formato legal e mandar para a internet? Foi assim que surgiu o troca-troca de músicas e álbuns, algo que, para todos os efeitos legais, não é uma forma de pirataria, já que não há lucro para aquele que cede as músicas – é como uma forma de empréstimo de material. É como ter uma imagem de um quadro de Van Gogh digitalizada, mas a obra original ainda está um museu qualquer, e ter esta imagem para o conhecimento artístico. Isso promove as bandas e artistas pequenos, faz maior promoção das médias e deifica as grandes.

Poder ouvir bandas como Iron Maiden, Pink Floyd, Led Zeppelin, Jethro Tull, Motörhead, Ac/Dc, Deep Purple, Rush, Slayer, The Beatles, The Doors… uma lista infinita de possibilidades de música boa, de um estilo musical que eu curta. è isso que eu busco baixando tantos discos, e isso que tenho no meu HD é um tesouro que não tem preço, nem pra mim, nem para aqueles filhos da puta da indústria fonográfica.

Por isso eu continuo baixando sem medo, pois o que entra nos meus ouvidos deverá ser sempre algo sagrado.

16
Jul
09

Leite com pêra

Você, homem realizado na vida, tem um filho?

A dica é a seguinte: Faça ele brincar, mas com algo condizente a sua situação de menino, como bonecos de ação, LEGO, soltar pipa, “trepar” em árvore, escalar cerca, dar rasteira, polícia e ladrão, “o quebra” (também conhecido como “porradobol” ou “futebol kombat”), jogar bola no campinho, no meio da rua…

E se é pra jogar futebol, é também pra torcer para um time, para ir ao estádio, para deixar o moleque mandar toda a zaga do time pra puta que vos pariram sem remorso algum. E se é pra torcer, é pra torcer pra time sem frescura, já que todo tricolor se queima.

E quanto a mulher? Ah! Mostre a ele que ela é o que há de bom. Assine tudo que é revista de “mulé pelada” para ele ver, ou compre aquelas revistinhas especializadas em putaria. (Playboy só se a edição for especial, por que já nem mostra mais uma mulher, e sim um trabalho impecável de photoshop).

Muitos vão reclamar por que do teor tão machista deste post até agora. Mas isto que citei agora é o mínimo para ser feito a algum moleque para que não aconteça o que aconteceu neste causo que me lembrei, em um dos meus lapsos de memória, que vou lhes contar agora:

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Eu estava na casa da minha avó, jogando Mario Kart 64 com um primo (aliás, jogando não. Duelando violentamente!) enquanto na mesma sala estava outros dois primos pivetes. Um era doutrinado segundo os preceitos já citados, sendo até um garoto naturalmente violento. Agora o outro…

Eles estavam desenhando. Uma hora o primeiro se levanta e pergunta:

“Hey, Junior (nome fictício). Eu desenhei uma mulher…” Era um típico desenho primário, feito de palitos, com dois círculos representando os seios e um frisado na cabeça para os cabelos longos. “… e você? O que fez?”

O baitola menino todo feliz levantou o papel e berrou:

- “Eu também desenhei uma mulher, mas a minha é melhor! Ela tem uma piroca!

O silêncio foi geral. Uma mulher com piroca? Piroca? A idéia é mais horrenda do que o verbete, e a criança só queria saber da tal “piroca” (talvez ouvida pelo grupo de mulheres anteriormente citadas) ficou latente na sau cabeça. E o pior, o desenho mostrava algo próximo da realidade – posição, tamanho, etc. – daquilo.

Depois dessa a vontade que deu foi de dar umas porradas tão bem dadas no moleque… só não fiz por que a mãe estava por perto e eu não queria merda pra mim. Mas fiquei muito na vontade por vários meses.

Pelo menos o pai dele percebeu que ele estava “fresquinho” demais e endureceu a disciplina. Hoje este garoto já não é aquele protótipo de “biba” que era antes, tá bem encaminhado. Pelo menos isso.

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Pois então… é bom ter cuidado senão aquele garotinho criado com leite com pêra acaba virando a vergonha da família.

E antes que você diga: eu não sou homofóbico, mas acho que esta decisão de ser ‘homo’ precisaria de uma maturidade mental. Não adianta aquele menino criado feito menina virar um hetero, para contrariar-se e ficar em dúvidas consigo mesmo. Se quiser ser gay, que seja por conta própria e não por criação.

29
Ago
08

Humor negro

Escravo.

Eu não vou perder meu tempo mostrando a definição desta palavra, pois se você tem um mínimo de conhecimento da vida, deve saber do que se trata. É considerado algo pejorativo e repudiado, algo que jamais deve ser dito e jamais proferido a alguém.

Só que este idiota que vos fala acabou cometendo esta besteira. Acabei chamando uma pessoa de “escravo”, e com um agravante: esta pessoa era “negra”.

Era para ser apenas um trote para recepcionar os calouros, mas virou um sufrágio. Na hora que este ia ser “batizado” (para quem não sabe, é se ajoelhar no chão e tomar alguns segundos de cachaça direto da garrafa) acabei soltando um grito impensado de “escravo”. Outros acabaram repetindo o mesmo grito ou criando algo similar (como “olodum” ou “timbalada”), mas o escravo soou mais forte. Na hora foi só risada e alegria, tanto que o que recebeu este termo nem ligou para o que falavam e continuou na festa, bebeu alegremente e ficou extremamente “bodado” depois de tantas doses etílicas.

A história poderia ter terminado aqui, mas não foi bem assim.

No grupo eletrônico de discussão (aqueles e-mails de grupos), postou-se uma crítica, de alguém que se diz moralista, mas que na verdade é uma pessoa sectária e, por consequência disso, idiota. E foi lembrado, por outros alunos, o caso do “escravo”, dizendo quanto isso foi pejorativo. Eu, como não sou covarde, falei que fui eu que comecei isto, que pedi desculpas sinceras ao que foi “ofendido” e que este aceitou elas, dizendo ainda que aquilo não foi nada demais, que fazia parte do espírito da festa.

Mas como este mundo de merda não permite coisas simples, logo apareceram os “justiceiros”, me condenando com extrema força por algo que já havia sido diplomaticamente resolvido. Agora eu que vou ser vítima de um preconceito implícito dentro do ambiente de estudo. Vai ser foda ver todos que passarem por você querendo negar um papo, uma trovca de informaçoes ou um diálogo saudável por que eu é um racista.

Vão ser longos meses…

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Estive pensando enquanto rolava este debate, em que eu vou perder muitas coisas, sobre qual é a vantagem de ser “branco”.

Aliás, se vocês leitores repararam, lá no segundo (ou terceiro, não importa) parágrafo que eu coloquei “esta pessoa é “negra”“, este negra, entre aspas, é importante. Por que é sabido cientificamente que não existe uma raça branca ou negra, amarela ou vermelha, e sim uma raça única, a homo sapiens, que a razão da quantidade de melanina que o indivíduo tem em sua pele faça alguma diferença no seu desenvolvimento  físico e mental. Raça superior ou inferior é coisa de gente sectarista, que só quer dividir a sociedade em vez da necessidade última de unificá-la.

E ser “branco” é ser superior? Ter uma pele fraca contra as crescentes quantidades de radiação do Sol, com risco de ter um câncer de pele? Ter doenças que outra “raça” não teria? Fora que ser branquelo é ser alvo de zoação (quer exemplos? “esqueceram você na máquina de lavar?” “qual é o sabonete que você usa? vinha com cloro na composição?” “branquelo não se bronzeia, vira camarão!”)?

Enquanto isso a “raça inferior” faz o quê? Mostra de que é feito. Só ver estas últimas olimpíadas o tanto de “negros” assombrando o mundo com o seu vigor e sua força. Usain Bolt, Kobe Bryant, dentre outros… dá para dizer que eles são inferiores?

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E se tem algo pior do que o preconceito racial é o preconceito social. Não importa o que você seja, você será destratado de uma maneira silenciosa, porém dura. E é o que vou sofrer nos próximos tempos, pelo preconceito de ser culpado por um erro, mesmo que este já tenha sido sanado de maneira simples.

E antes que digam “ah, mas você não sabe o que é preconceito” te respondo com firmeza: SIM, eu já fui alvo de preconceito! Vocês sabem o que é bullying? Então procurem saber, o Google está aí para isso. Sabe o que é sofrer durante TODA a sua infância e ter sua adolescência prejudicada por causa disso???

Esta é minha defesa. Usem-a de maneira correta e igual para todos.

19
Jul
08

Casamento? Jamais!

Me perguntaram em um deste dias se eu pretendia, em um futuro próximo, me casar. A resposta? Um curto e grosso “não”. Por quê? Por que não, oras.

Eu já vi vários casamentos onde a noiva entra radiante de tanta felicidade. Não é pra menos. Ela conseguiu prender o noivo dentro de uma gaiola invisível e intocável, e para escapar é muito complicado (é só ver a “felicidade” do noivo). Sabe aquela piadinha do “por quê a noiva entra de branco e o noivo de preto”? É bem por aí.

Aquele “não” no início do post é uma resposta curta, mas os meandros que levam a ela justificam tanta negação. Para começar, olhe os exemplos da nossa sociedade: O número de divórcios cresce todos os anos, fora aqueles que entram em litígio judicial (para os burros leigos: que não é resolvido “na paz” e vai para a vara judicial, sem trocadilhos).

E os casamentos de fachada? Se você viu aquela propaganda da cerveja Nobel, não aquela daquela que não liga depois de “dar” ou a do charuto, e sim a que se refere ao casamento pode entender. Tem gente que vive com quem não ama só por ’status’ ou por pura vergonha de chutar o balde. São dez, vinte, trinta, cinquenta anos aturando um chato(a) dividindo sua cama, o cúmulo para o ser egoísta que vive dentro de cada um de nós (também conhecido como o ego argentino).

Fora os mau exemplos que eu vejo, como, por exemplo, os casamentos-relâmpago: O cara conhece a mina e ele afirma que é a mulher da vida dele, namoram por menos de três meses e já querem se casar, montam planos mirabolantes para o futuro e para um casamento faraônico, onde os pais vão gastar uma grana alta para forrar o bucho de duas ou três centenas de convidados, fora a igreja e suas taxas abusivas para tudo. Depois dessa porra toda e da lua-de-mel, um mês depois o casamento simplesmente acaba! O casal se odeia, não querem ver um ou outro nem “pintados de ouro”, como duas crianças birrentas. Isso lá é estímulo para casamento?

E ainda tem que se considerar que o casamento é, praticamente, uma sentença de prisão perpétua! Você deixaria a sua vida social, os seus amigos, as suas baladas, viagens e, no caso dos homens, suas “escapadas”? É difícil você ter que ficar na rotina de ver seu parceiro todos os dias do resto da sua vida, vendo que este vai ficando mais feio, mais gordo e mais chato!

E quando tem filho no meio? Não sei quem disse, mas “o primeiro sinal do início do fim de qualquer casamento é no primeiro choro na madrugada da sua cria” é um fato! E os problemas crescem com a idade, junto com os gastospara sustentá-lo…

Porra, como eu ia esquecer o combustível deste motor beberrão? O dinheiro é o que mantém o casamento! Sem dinheiro o “amor” acaba e começa a briga. Já viu que a maioria dos casais que chegam as míticas bodas de ouro são finaceiramente tranquilos? Alguém já viu um casal que mora na favela que chegue às mesmas bodas? Eu nunca vi. E se já é difícil se sustentar sozinho, quanto mais acompanhado por uma velha feia e rabugenta?

Para finalizar, o caro leitor pode sucintar uma pergunta infantil, mas necessária: Onde está o amor? Bem, eu não sou o cara correto para falar de amor, aliás, niguém o é, senão teríamos vários especilistas em assuntos do amor em colunas de jornais e televisão. Mas por causa de uma sede de interesses falta aqule sentimento de amizade entre amantes, por que antes deles serem um casal de idiotas, eles eram um casal de amigos, mas isso ninguém lembra na hora de partilhar os bens.

Sabe qual é a melhor dica: Namore a vida inteira, mesmo que seja com um(a) mesmo(a) parceiro(a) para o resto da vida e façam deste relacionamento uma grande festa. Eu só não posso entrar em detalhes por desconhecimento neste assunto.

E fuja da igreja a qualquer custo, a não ser se você quiser trepar em suas escadarias. Vai lá campeão!

17
Jul
08

It makes me wonder…

Saudades de mim? Não, né? Não importa. Eu voltei, agora com uma série crítica as “coisas” do mundo (como se eu nunca tivesse feito isso). Eu dei um nome a este post inspirado na música do Led Zeppelin, Stairway to Heaven. E antes que você diga que é um clichê, eu fiquei mais centrado na frase “and it makes me wonder”, que significa “e isto me faz pensar”, para você que ficava passando recadinhos para aquele(a) amiguinho(a) durante as aulas de Inglês.

Então vamos começar com esta porra, vamos?

O tema de hoje é a arte. Arte? Arte! Desde aquela pintura que você fazia com as mãos no jardim de infância enquanto comia a cola branca, até aquele quadro de Monet que vale milhões de euros exposto no Louvre. Arte que é dividida em sete, que recebem prêmios, análises, editoriais e críticas. Mas afinal, o que é arte? Antes que você vá lá na wikipedia saber a definição, pense bem: o que é arte para você?

Talvez o conceito de arte da grande maioria dos seres letrados seja aquele europeu, das pinturas, esculturas e outros troços que você tenha visto nos livros de história. Bonito é um quadro de Van Gogh ou uma escultura de Michelângelo – você, leitor assíduo, tentaria me responder. Mas é o que você acha?

Tambem tem gente que é de vanguarda, modernista, gosta da arte de outra forma. Acha que um bolo fecal em decomposição é arte, ou que um vídeo de um boquete muito bem dado pela Heather Brooke (procure no Google, preguiçoso!) é algo digno de um Oscar. Mas é o que você acha?

E a música? O belo para os ouvidos é uma ária de Bach, uma música dos Beatles ou uma dança do Créu? Cinema? Depende do estilo e do lugar, se é normal ou pornográfico?

Eu, na minha humilde opinião, acho que arte, como conceito, é inexistente. É que nem decoração de interiores: Não se vai pelo conceito, mas sim pelo gosto. Não adianta querer convencer uma pessoa de que cores claras aumentam um espaço e mesmo assim pintar as paredes de preto, da mesma forma que esta preferiria colocar um quadro da “Última Ceia” de da Vinci a uma “Nenúfares” de Monet só por que uma tem Jesus e a outra não.

E penso também como deve ser foda para alguém que vive como “artista”. Ter que seguir um estilo para não fugir das suas “virtudes acadêmicas”, mas ter que se prostituir só para conseguir alguns trocados. E ainda pode passar pela cabeça o fato de ser algo “além de sua época”, que talvez suas obras só sejam valorizadas daqui a uns três séculos. Van Gogh deve bater o restos dos seus ossos de tanto remorso.

Então, o que é arte para você? Nada?

17
Mai
08

Under Pressure

Não basta a sua mãe ter o trabalho de ter te posto no mundo, nem aquilo que você teve que vivenciar durante todos os seus anos de vida, de estudo, de vitórias e derrotas, de amor e ódio, de dias ensolarados e chuvosos; nem basta ter que ser algo perante a esta sociedade, esta máquina autônoma e descontrolada.

O que parece mais importante é: “Você já se encaixou em algo? Você faz parte de algo?”

Não é importante para esta máquina sanguinolenta o que você aprendeu na escola ou as coisas sensoriais que você recebe, e sim a que “tribo”, “partido” ou “rebanho” faz parte. E, o mais importante, se você faz parte da maioria, por que, se não, já será considerado como algo subversivo, algo que as crianças não devem nem ver ou sequer ouvir.

Tomarei o meu caso: Sou um estudante, sou inteligente (mas nem tanto), gosto de informática, ouço rock “pesado”, gosto de mulher e sou um cara pacato e caseiro. Isso é a visão ideal e prolixa de uma definição pessoal. A sociedade, tão carnificenta e sedenta de sangue, já dá os famosos rótulos, pré-conceitos por vaolres já tão deturpados. Resumindo, aquela definição anterior poderia ser dita simplesmente por “ele é um mané, CDF, nerd, roqueiro (metaleiro ou dorme-sujo), tarado (galinha, cafageste e, principalmente, punheteiro) e “cabaço“. Pejorativo demais, não é? Mas é assim que sou visto pelos outros, já como forma de selecionar o “trigo do joio”.

Será que esta sociedade não entende que não é bem assim? Sou estudante e inteligente, por que eu estudei muito e, para quem não nasceu em berço de ouro, é a forma mais possível de uma ascensão social, gosto de informática e games, mas eu também tenho que jogar na vida real (ou você acha que se perder sua “barra de vida” vai aparecer uma tela de “continue”?). Só por que curto heavy metal eu não posso ser considerado somente um metaleiro, já que meus outros gostos musicais (música eletrônica, rock anos 60 e 70 e música clássica) ficariam de fora? E, porra, eu gosto de mulher, oras! Melhor ser mulherengo do que virar bicha, falar fino, rebolar em banda de pagode e dar a bunda.

Ah, esqueci de falar que sou agnóstico… e como isso pesa mal pro meu lado. O singelo fato de duvidar (eu disse DUVIDAR, NÃO é NEGAR) da existência de um ser superior e de seguir seus “conceitos”. Nesta sociedade você precisa obrigatoriamente ter uma religião, apesar de estar bem expresso na nossas constituições federais que nosso Barazil varonil é um estado laico, e que o fato de você não seguir nenhuma doutrina te faz um excluído por opção, um indigente digno de vala comum.

Por exemplo, uma conhecida minha descobriu que eu era agnóstico e ela é uma participante de um de tantos grupos de jovens católicos que tem por aí. Ela já me convidou uma vez para ir “conhecer” o grupo mas eu recusei prontamente. Eu achava que isso acabaria e continuaríamos a ser amigos, cada um como o seu estilo e doutrina. O tempo foi passando e ela se embebia cada vez mais na piscina sem fim da mitologia católica, tanto que ela voltou a oferecer o convite e a insistir toda vez que eu dizia não. Ela se via como uma libertadora, falando de suas experiências extra-sensoriais, de relatos de outros iguais a ela e da maravilha que era “servir ao senhor”. Mas eu a via como uma pastora de ovelhas levando os ingênuos cordeiros para o matadouro (que no meu ver seria a perda da livre expressão, do tão dito livre arbítrio).

(Eu sei que ela vai ler este texto e vai odiá-lo, assim como o autor deste. Mas não me importo, prefiro perder uma amizade a perder minha ideologia, pois amizades você ganha, perde e, talvez, reconquiste; as ideologias não.)

Voltando ao contexto original, o mais escroto desta maldita sociedade não é somente o fato de você, em qualquer coisa, ser “A” ou “B”. Ela ainda que “A” seja diferente de “B” e que “A” odeie “B”. Mais parece aqueles bailes funk antigos (antigo mesmo, coisa da favela mesmo, não era essa coisa tão divulgada, tão próxima das camadas sociais mais altas) que soltavam logo o grito “uh é lado A, lado B é inimigo!”. Quantos não já sofreram ou até morreram por não ser parte da maioria? Quantas pessoas foram destaratadas por serem pobres, homossexuais, por gostar de um estilo de música, por torcer por um time que goste. Quantas discussões, brigas e até guerras já não foram feitas por que o outro é judeu, muçulmano, afro, agnóstico ou ateu? Ser católico é quase uma obrigação, como se não você não for “deus castiga”?

Sempre odiei as formas de religião, seja o catolicismo e suas formas forçadas de fazer as pobres crianças
serem cristãs sem questionar e adorar seus inúmeros ícones, só para agradar os pais/avós babões. Os protestantes (em especial os neo-pentecostais) que entregam deus em domicílio e que transformam seres humanos em gado, que muge alto quando está perto de quem não é dos seus. Os judeus e sua atitude de “coitadinhos” para justificar barabaridades bélicas e os islâmicos (os fanáticos) que se matam apenas para satisfazer seus líderes sedentos de poder.

Como disse há tempos atrás André Dahmer, no site Malvados: “Eu queria ter um deus em que eu não sentisse medo”.

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Ando melancólico demais, não acham? Vou ver se a partir de amanhã eu coloco coisas mais alegres aqui nesta bagaça. Mas para deixar mais confortável, fica aí o clipe, ao vivo da música que entitula este post.

Ciao!

09
Mai
08

G.R.E.S. Unidos dos Fofoqueiros da Casa do Caralho

Maldito seja a pessoa, animal ou alma que inventou a fofoca, a mídia mais eficiente, porém a destruidora de todas. Este hábito interiorano, que deveria ter sido extinto junto com o namoro de banco de praça (agora se namora transa selvageiramente nos becos escuros) e as procissões semanais (cansaram de levar o aldor puta-que-parilmente pesado. Agora é só uma vez por ano, e olhe lá!), que foi importado para os ares metropolitanos e, até hoje, faz estragos por onde passa: ora seja acabando com namoros, casamentos e amizades, ora provocando brigas que evoluem até assassinatos e chacinas!

Eu fui para uma festa em um rodízio e depois em um bar. Esta informação foi deveras importante para sua vida? Provocou indignação? Alterou seu ciclo mestrual ou “brochou”? Esta revelação alterou o eixo do planeta Terra o suficiente para provocar o degelo de uma calota antártica que provocou uma alteração no clima causando furacões e tempestades em todo hemisfério sul? Para os seres considerados racionais, a resposta automática seria “definivamente não!”. Mas tem gente que se interessa na história alheia, não se importando
com o que isso pode causar no agente passivo da ação.

A fofoca está na cultura e na mídia, desde aquela conversa na calçada da mamãezinha indignada que o filho fica trancado no quarto por horas ou leva umas “piriguetes” para atividades saudáveis para a mente e o corpo (o que é algo muito importante para o crescimento (literalmente) e para as relações sociais (leia-se: respeito entre os seus.)), até comentar sobre um assassinato de uma criança jogada de um prédio em São Paulo.

[OFF TOPIC] Aliás, esse assunto já deu no saco. A menina já foi enterrada a mais de um mês e o assunto é vigente em toda a mídia impressa, televisiva e digital. Chegou até dois casos ridículos: Primeiro a transmissão, ininterrupta, durante algo em torno de oito horas, a reconstituição do caso. O que leva alguém ficar colado na TV vendo peritos a um quilômetro de distância apurando fatos? Alguém explica? Segundo foi a prisão daquele casal acusado, interrompendo um jogo, do Flamengo, pela Libertadores da América. Os milhões de “justiceiros” acéfalos que viram isto devem ter ficado empolvorosos, mas depois voltaram a vida real, enfiando o dedo no cu e cheirando, como fazem normalmente. Isso, continuem assitindo a Sônia Abrãao, macaquinhos![/OFF TOPIC]

O foda que os fofoqueiros acham este maldito hábito a coisa mais normal do mundo, tanto quanto estuprar crianças no sertão nordestino e não ser descoberto. Minha mãe é um exemplar desta raça nojenta. Ela passa seu tempo livre fazendo ligações para as suas irmãs, contando da sua vida e, principalmente, as dos outros. Ela ficou doente, ela conta; chutou o dedinho mindinho do pé na quina da parede, ela conta; Soltou um peido tão fedorento que nem a dona aguentou, ela já espalha e com detalhes! Sabe o post anterior (este logo abaixo) em que conto sobre o meu emprego/estágio? Foi questão de pouco menos de 12 horasde até aquela tia que mal fala comigo “me parabenizar” pelo trabalho! “Que porra de rede integrada é essa?”, pensei com
os meus neurônios, totalmente indignado.

Sabe aquele papo do rodízio-para-o-bar? Eu, sem querer, por causa da minha leve embriaguez, vazei a informação do local em que eu fui. No dia seguinte já era o assunto da ata do almoço na família. A garota (minha prima) que estava comigo ficou muito puta da vida e, por isso, tomei no cu “dicumforça”, o que acendeu chama saiyadjin dentro do meu ser para tentar levemente esganar aquela linguaruda disfarçada de mãe. Depois de uma briga de foice daquelas eu largo a pergunta aos berros:

- Mas por que caralhos você fica contando coisas da minha vida para os outros, porra?
- O que é que tem? Algum problema?

Só não enfiei meus dedos na cara dela por que eu tenho meus princípois morais, mas a vontade foi muito grande. Como ela tem audácia pra fazer algo errado e achar isso tão certo e normal?

Pior é quando fazem fofoca “telefone-sem-fio”, que confundem a informação original, tranformando em outra totalmente diferente e, claro, mais degradativa. Uma vez quase foi considerado um tarado incestuoso, por insinuar que eu tinha dito que queria comer (no sentido mais abrangente ao sexo oposto) a minha prima. Eu fiquei mal visto por muita gente, especialmente aquela velha ranzinza da avó dela, com aquela cara de cão chpando manga. Até eu esclarecer aquela porra toda foi ruim demais, e até hoje ainda reparo algumas coisas mal lapidadas daquela época.

Pensem muito antes de contar algo da sua vida a alguém. Talvez seja mais tarde “aquele babado fortíssimo” ou o carro-chefe do papo de calçada do dia, e ser o assunto não é, definitivamente, a melhor coisa para alguém. E sobre os fofoqueiros em geral, como diria o genial Nigel Goodman, FODAM-SE, SEUS MERDAS!

Amém.

08
Mai
08

Homem de sal

Arrumei um emprego. Melhor dizendo, um estágio, e na minha área de atuação, sem intermediários ou baboseiras do tipo. Isto era para ser a coisa mais simples, se não fosse pelos meus pais, bando de fofoqueiros filhos da puta, que estouraram esta informação pelo resto da família. Passam os dias e, em toda concentração familiar em que tenho o desprazer de estar, sempre tem aquela perguntinha:

- Você está gostando do seu trabalho?

Eu já perdi a conta de quantas vezes chegaram a mim com esta singela pergunta. Às vezes eu respondia de forma mentirosa para “o bem da humanidade”, como “tô achando ótimo” ou “é legal, interessante e talz…”; mas tem hora que você já não aguenta e o soro da verdade que rasga suas veias faz que responda aquela pergunta com outra pergunta:

- E você gosta do seu?

Ao que parece, as pessoas tentam mostrar aos novatos que trabalhar é algo fantástico, que, como o ditado diz, enobrece o homem. Aí, no primeiro dia, já é perceptível que não é bem assim. Desde que comecei, há mais de um mês, sofri muito para me adaptar ao moderno mercado de trabalho, ter que me adaptar a novos horários, cumprir prazos para entrega de projetos, suprimindo os da faculdade, sofrer para pegar condução lotada (já que um carro é um sonho muito distante para mim), enfrentar as intenpéries da natureza… enfim, a sua vida deixa de ser fácil.

Mas sempre vem algum puto para dizer que há algo bom nisso tudo. E realmente tem. O salário mensal meio que te recompensa por toda a merda que você passou, ou não. Por estagiar eu recebo um valor X por hora, o que obriga que, se eu faltar, a perder uma fração desta soma. E este dinheiro é super importante por que não só cobre os meus gastos bestas (como comida, futilidades, acessórios de informática) como os gastos essenciais, como o transporte, já que, desde que eu disse que consegui a oportunidade de estágio, meus pais deram sua sentença de abandono, do tipo “te vira, seu porra. agora você vais sentir o que nós sentimos durante todos estes anos te criando.”

Aliás, esta atitude dos meus pais foi a maior porrada sentimental que já levei há tempos. Especificamente minha mãe que virou um urubu ao redor da minha carcaça louca para tirar meu precioso tesouro de mim. Ela me regra perguntando que horas eu chego ou saio do trampo e como é meu ritmo de trabalho… nem meu chefe faz isso! Ela levou muito a sério o papo reto do meu pai ao dizer, para mim, com aquela voz de “baixe suas orelhas e escute, seu merda!” que “quando você for rico puder se sustentar, dê um pouco o que você tem para ajudar a sua pobre mãezinha…”.

O mais estranho é que, mesmo depois de receber meu pacotinho de sal (não entendeu? Clique aqui.), eu ainda não gastei nenhum centavo (exceto aquilo em que eu já devia do mês anterior) daquilo que eu ganhei. É isso que chamam do valor social do dinehiro, aquele que aquela nota de dez reais que você ganhou do seu pai/mãe é muito menos importante aque quele em que você foi explorado por seus serviços? São tantas sensações novas que, por um momento bate uma tristeza da sua infância (e lembra daquilo do que os velhos chatos te diziam nesta época, para não perder a infância/adolescência) e da liberdade que ela oferecia…

E, enquanto escrevo, minhas pernas doem depois de um dia cansativo de trabalho, e não há ninguém a quem eu possa pedir uma massagem nos pés, ou simpesmente um carinho para dormir. Foda é pensar que amanhã tem mais. E na semana que vem, no mês que vem…

01
Mai
08

Two things

Um post para duas coisas distintas sobre este dia:

1) Ainda querem que considerem o Brasil um país sério. No mundo inteiro este dia 1º de maio significa lembrar aqueles que morreram pelos direitos dos trabalhadores e, por isso, protestam por melhores condições, que nem seus antecessores. E estão corretíssimos. Mas no nosso barazil varonil-nil o que se tem: festa! Shows e muitos sorteios para atrair o gado burro e desinformado, que fica contente em contribuir para sindicatos que já se corromperam a eras.

Este é o trabalhador brasileiro: menos humano e mais asno. Gosta de trabalhar por pouco.

2) Ninguém no alto escalão da mídia (a esportiva, especificamente) não fez nenhuma citação ao dia de hoje. Se você, jovem crescido à base de leite com nescau, com menos de 16 anos, não faz idéia do sentimento de profunda tristeza no dia 1º de maio de 1994…

Um dos dias mais tristes da história barsileira completou 14 anos hoje. A morte trágica de Ayrton Senna causou uma dor tão forte que nem a conquista da Copa do Mundo pela seleção brasileira, meses depois deste fato, fechou por completo esta ferida. Para quem vivenciou esta data , principalmente os fãs de Fórmula 1 que viram o “fim-de-semana negro” de Ímola, foi um dia terrível.

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Sem mais por hoje, crianças. Sem mais.




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